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29 de dez. de 2014
Postagem derradeira
Eu tinha feito um compromisso comigo mesmo de pôr um ponto final a este blogue quando chegasse à 500ª postagem. Faz tempo que parei de escrever, desde a 499ª, como que a esperar uma definição dos novos caminhos a seguir.
Penso que o blogue foi um excelente exercício retórico. Minha expectativa é que tenha agradado aos leitores. O Depósito de ideias me serviu de laboratório, viagem, treino e desabafo.
Sinto se ficou algum assunto pelo meio do caminho. Mas agora chegou o momento de novas frentes de batalha, outras linhas de atuação…
Portanto, um bom 2015 a todos, e muito obrigado!
2 de nov. de 2013
Alicerce seus sonhos
Proponho uma releitura de uma velha postagem deste blogue.
***
2. Não deixe a preguiça confundir originalidade com praticidade.
3. O trepidar da paixão se dissipa quando se torna tarefa diária.
4. Considere qual é a maior coisa que você vai abandonar para conseguir o que você quer.
5. Se a sua ideia é boa mas enche seu saco, você perdeu. Se a sua ideia é valiosa mas você não aguenta trabalhar nela dez horas por dia, você perdeu. Pior: se a sua ideia é apaixonante mas não é viável, você perdeu.
6. Você está a fim de trabalhar duro, com empenho, longamente?
7. Não cultive hobbies – cultive interesses.
8. Descubra qual é o preço máximo que você está disposto a pagar. Assim, quando alguém lhe pedir para pagar mais, mande-o à merda.
9. Você não pode aguentar gente que não gosta de você? Desculpe, mas isso começou quando você nasceu.
10. Demonstrar-se frágil é a nova segurança. Imperfeição é a beleza dos tempos barrocos. Lembre-se disso ao lidar com as pessoas.
11. Você topa escrever detalhadamente seus sonhos num papel, contá-lo a outras pessoas e torná-lo público? Se não, esses sonhos são irreais.
12. Quimera não se materializa da noite para o dia. Esperanças desse naipe só desapontam e deprimem.
13. Seu sucesso é provável ou ainda está nas raias do possível?
14. Você será o melhor? Pois ninguém repara no normal, ninguém liga para o comum, ninguém investe no mediano. Mova uma guerra contra a mediocridade para chegar a algum lugar que valha a pena.
15. Paixão sem propósito é fogo de palha. Sem um porquê, seus anseios só crepitam, mas não queimam.
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27 de jun. de 2013
Don’t Hate Google for Reader. Use Feedly
Agora que a Google sepultou o Google Reader, se você tinha assinado o feed deste blog, agradeceria que adotasse um novo leitor assim que possível.
O que fazer
Existem muitas formas de se manter atualizado:- Redes sociais: você pode seguir o blog no Google+, no Facebook ou no meu Twitter pessoal.
- Newsletter: basta cadastrar seu e-mail na caixinha ao lado para receber as atualizações em sua caixa postal.
- Outro leitor de feed: a alternativa mais concreta atualmente é o Feedly. Vale a pena fazer um teste!
- O aplicativo do blog: fotografe o QR Code e seja feliz!
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2 de out. de 2012
Declaração de intenções
Com a início do Ano da Fé a 11 de outubro, sinto-me instado ao longo dos próximos meses a dedicar algumas postagens às suas linhas mestras, sob a nova categoria Pátio dos Gentios.
Com efeito, o “Pátio dos Gentios” é uma das iniciativas intelectuais e apostólicas mais emblemáticas dos últimos anos, que de algum modo antecipou a proposta do Ano da Fé. Consiste num fórum neutro e aberto que possibilita o diálogo entre crentes e descrentes.
O Ano da Fé será inaugurado em Roma com um Sínodo sobre a Nova Evangelização. Daqui arrancarão três temas relevantes que pretendo tratar no blogue:
1) A chamada universal à santidade e o valor da vida quotidiana.
2) O indiferentismo ético e religioso.
3) A fratura entre fé e razão e o testemunho da caridade.
Além disso, no meio do Ano da Fé ocorrerá no Rio de Janeiro a tão esperada Jornada Mundial da Juventude, já tratada aqui, mas que ainda proporcionará outras considerações.
Por outro lado, como o Ano da Fé terá um aperitivo na proclamação de dois novos Doutores da Igreja, nada melhor que dedicar a essas 35 luminárias breves resenhas biográficas e curtos florilégios.
Por fim, o Papa indicou que “será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado” (Carta Porta fidei, 13). Portanto, além dos Doutores, vale a pena falar dos grandes heróis da fé, desde Abraão até alguns Santos mais recentes.
Estou aberto a outras sugestões, que agradeço desde já!
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Rosa de Saron
6 de ago. de 2012
Tudo vira apk e QR Code, até este blogue!
Cruzo os dedos para afirmar que nada tenho contra a Apple…
Mas entre pagar cem dólares anuais para disponibilizar um app (iOS) deste blogue, e pagar nenhum centavo para disponibilizar um apk (Android), preferi a segunda opção.
Assim, com esse apk é possível receber as atualizações no celular.
Quem quiser instalar manualmente o meu aplicativo para Android, deverá seguir os seguintes passos:
Mas entre pagar cem dólares anuais para disponibilizar um app (iOS) deste blogue, e pagar nenhum centavo para disponibilizar um apk (Android), preferi a segunda opção.
Assim, com esse apk é possível receber as atualizações no celular.
Quem quiser instalar manualmente o meu aplicativo para Android, deverá seguir os seguintes passos:- Como já deve saber, é necessário ter autorizado a instalação de programas de terceiros, o que se faz marcando a opção “Fontes desconhecidas” em Configurações do sistema>Segurança.
- Proceder a instalação colocando o arquivo APK no celular e clicando sobre o mesmo.
Qualquer dúvida, estou à disposição.
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8 de jul. de 2012
Sete razões para escolher Android e não iPhone
Troquei de celular. Minha Palm Pixi morreu há três meses e me vi na necessidade de migrar de plataforma. (Permitam-me uma digressão: a pioneira Palm mereceria um estudo de caso acerca de sua incompetência empresarial.)
À hora de escolher, fui inexoravelmente compelido a optar pelo Android. Até o momento, superou minhas expectativas. Aponto abaixo as razões da minha escolha:
6. O Android permite customizar completamente sua área de trabalho. Para quem gosta de penduricalhos, widgets, coisas girando, etc., é muito bom. Abaixo aquela coisa quadrada de ícones antiquados. Há até uma mídia social para trocar essas soluções: http://mycolorscreen.com/.
5. O Android é open source, isto é, não se importa se você hackeia o telefone. E se o mercado de aplicativos pode conter lixo, não importa. Garimpagem faz parte da índole de qualquer bom comprador. Onde há liberdade de mercado há maior crescimento.
4. O Android é, verdadeiramente, multitarefa. Como um microcomputador, permite alternar entre os aplicativos, que rodam em paralelo. E, para meu consolo, é possível fechar os programas como eu fazia na Palm: apenas arrastando a janela para fora da tela. Além disso, o Android roda flash. Assim, é desnecessário usar buscadores customizados que se adaptem ao conteúdo da rede.
3. O Android roda numa centena de aparelhos, à sua escolha. O iPhone só roda em dois. Você pode optar por um celular com teclado, ou com troca de bateria, ou com tela maior, ou tela menor, com entrada HDMI, ou USB, etc. Além disso, Android é o que mais se vende no mundo. Fragmentação pode parecer confusão, mas é sinônimo de opção.
2. O Android é plug and play. Estou livre daquele maldito iTunes invasivo.
1. O Android é da Google. Ou seja: integra tudo.
Ø. iPhone é grife. E eu nunca pago por etiqueta.
É óbvio que, ao escolher o Android, abro mão da excelente assistência técnica e da robustez da maçã do Steve Jobs. Mas existem mais coisas nesse mundo da informática além de conforto e segurança.
Minha única frustração foi não ter encontrado um aplicativo decente para ler a Bíblia em várias línguas, como havia na Palm. Os que mais se assemelham são pagos e fechados, todos restritos aos critérios arbitrários da bíblia King James. É pura miopia intelectual dos desenvolvedores protestantes, assim como lamentável desinteresse e triste omissão dos desenvolvedores católicos. De qualquer jeito, isso também não existe para iPhone.
Prometo para breve um aplicativo deste Depósito de ideias.
À hora de escolher, fui inexoravelmente compelido a optar pelo Android. Até o momento, superou minhas expectativas. Aponto abaixo as razões da minha escolha:
5. O Android é open source, isto é, não se importa se você hackeia o telefone. E se o mercado de aplicativos pode conter lixo, não importa. Garimpagem faz parte da índole de qualquer bom comprador. Onde há liberdade de mercado há maior crescimento.
4. O Android é, verdadeiramente, multitarefa. Como um microcomputador, permite alternar entre os aplicativos, que rodam em paralelo. E, para meu consolo, é possível fechar os programas como eu fazia na Palm: apenas arrastando a janela para fora da tela. Além disso, o Android roda flash. Assim, é desnecessário usar buscadores customizados que se adaptem ao conteúdo da rede.
3. O Android roda numa centena de aparelhos, à sua escolha. O iPhone só roda em dois. Você pode optar por um celular com teclado, ou com troca de bateria, ou com tela maior, ou tela menor, com entrada HDMI, ou USB, etc. Além disso, Android é o que mais se vende no mundo. Fragmentação pode parecer confusão, mas é sinônimo de opção.
2. O Android é plug and play. Estou livre daquele maldito iTunes invasivo.
1. O Android é da Google. Ou seja: integra tudo.
Ø. iPhone é grife. E eu nunca pago por etiqueta.
É óbvio que, ao escolher o Android, abro mão da excelente assistência técnica e da robustez da maçã do Steve Jobs. Mas existem mais coisas nesse mundo da informática além de conforto e segurança.
Minha única frustração foi não ter encontrado um aplicativo decente para ler a Bíblia em várias línguas, como havia na Palm. Os que mais se assemelham são pagos e fechados, todos restritos aos critérios arbitrários da bíblia King James. É pura miopia intelectual dos desenvolvedores protestantes, assim como lamentável desinteresse e triste omissão dos desenvolvedores católicos. De qualquer jeito, isso também não existe para iPhone.
*****
Prometo para breve um aplicativo deste Depósito de ideias.
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18 de mai. de 2012
BÔNUS: não clique neste link
Nada para ver aqui, não se acanhe de querer ir embora. Só há alguma coisa sobre crítica do pensamento contemporâneo, fé, livros, filosofia. Afinal, você não deve quer saber nada de pensamento politicamente incorreto ou de convicções firmes. Ou quer?
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17 de out. de 2011
Treze razões para fazer listas
Aprendi com http://hellomynameisblog.com/ que há muitos motivos para fazer listas. Cito algumas:
1. Fáceis de ler e de escrever.
2. Legais de ler e escrever.
3. Facilitam a memorização, a catalogação, a organização.
4. São palatáveis, potáveis, água para as pílulas da vida.
5. Reúnem, harmonizam, hierarquizam (não necessariamente).
6. Traduzem grandes ideias em assuntos miúdos.
7. Num mundo de flashes, são um clip intelectual.
8. São escritas até por quem não sabe escrever.
9. São reaproveitáveis, recicláveis, reutilizáveis.
10. Servem de brainstorming, cristalizam ideias, conectam sacadas, criam padrões.
11. Aguçam o cérebro, ampliam o foco.
12. Enganam o freguês. Já pensou se essa postagem se chamasse apenas “Razões para fazer listas”?
13. Você leu isso aqui.
Daí criei um novo Prendedor de página para este blogue: checklist.
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31 de jul. de 2011
Aprendendo com Edith Stein
Edith Stein me cativa por sua aguçada fenomenologia. Além de ser uma figura ímpar na história da filosofia, também me surpreende sua vida mística e seu martírio em Auschwitz. No meu modo de ver, a mais machista das profissões (a filosofia) teve de abrir uma cátedra de honra exclusiva para ela, na qual brilha sozinha.
Acho digna a menção que se costuma fazer na história feminina da filosofia à neoplatônica Hipátia, vítima do fanatismo, mas a alexandrina assassinada era mais matemática do que filósofa. Por sua vez, Edith Stein, que também foi vitimada pela intolerância, era de fato uma filósofa de mão cheia.
O filme A Sétima Morada foi uma primeira tentativa de representar sua vida, mas me parece faltar leveza a essa produção italiana. Vamos ver como ficará o próximo longa, prometido para 2012.
Faço uma confidência. Ultimamente, venho sentindo uma sorte de desgarrão, causado pelo tempo escasso e pela pouca cabeça, em minha tentativa de abraçar o mundo. Queria mais do que nunca me dedicar ao pensamento puro, algo de que me vejo tolhido por mil míseras solicitações, no entanto nobres. Fiquei contente ao ler a exata descrição do meu problema em seu livro A mulher: sua missão segundo a natureza e a graça, 2, II (EDUSC 1999, pág. 88):
“O corpo e a mente do homem estão equipados para a luta e a conquista segundo sua vocação original de submeter a terra e de tornar-se seu senhor e rei. Nele atua o impulso de sujeitá-la pelo conhecimento e assim apropriar-se dela pelo espírito, mas de adquiri-la também como posse, com os prazeres que ela tem a oferecer e, finalmente, de transformá-la em sua própria criação pela ação transformadora. (…) Quando a vontade de conhecer se revela forte e quando empenha todas as suas forças para satisfazê-la, vê-se na contingência de ter de renunciar amplamente às posses e ao desfrute dos bens da vida; quando coloca a sua vida a serviço de posses e prazeres, aproxima-se menos do conhecimento puro (…). Quando se dedica totalmente à criação de um pequeno mundo pela ação formadora (…) acaba relegando a um segundo plano o conhecimento puro e a alegria dos bens da vida. Em cada um desses campos por sua vez, o desempenho individual é tanto mais perfeito quanto mais limitada a área de ação. Desta maneira, é justamente o desejo da realização mais perfeita possível que leva à uniteralidade e ao atrofiamento de grande parte das suas possibilidades.”
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17 de mar. de 2011
Blog Reboot
Um velho amigo me dizia que, sempre que você troca de sistema
operacional, deve já contar com um mês de adaptação, problemas e
incompatibilidades.
Como acabei de trocar de computador pessoal, senti na pele a realização
de tão sábia sentença. Hoje, após algumas semanas absorvido por instalações,
atualizações e busca de soluções, consegui me sentar para escrever algo para
este Depósito de ideias.
Serão singelas palavras, para compartilhar com vocês a suíte de
programas gratuitos que elegi para compor minha modesta estação de trabalho.
Deskpot: cria áreas de trabalho extras. Pus cinco, uma de manutenção, uma
para meus trabalhos em arquitetura, outra para o estudo das Letras Clássicas, etc.
Cada qual tem seus próprios ícones, papel de parede, etc. Na barra de tarefas,
comum a todas as áreas, ficaram os programas do Office.
Q-Dir: é um Explorer que exibe simultaneamente várias janelas.
Visualizo ao mesmo tempo minha biblioteca de documentos, de imagens, áudios e
downloads, facilitando a organização dos arquivos.
Gmail & GoogleCalendar Offline: acho que não preciso explicar.
Deixei-os na área de trabalho de manutenção, para usá-los quando faltar conexão.
Create Synchronicity:
para agendar meus backups.
Aulete Digital e The Search Bar: gadgets úteis para a área de trabalho.
Plugins PPTFlex e Oomfo para PowerPoint: o primeiro imita o Prezi e o
segundo facilita a inserção de gráficos nas apresentações.
Gizmo Manager: para gerenciar imagens de CD e DVD.
WordWeb: dicionário inglês.
Dropbox: para guardar arquivos na nuvem.
PShutDown: gerencia hora de iniciar programas e desligar o computador.
***
Faço votos de que tanta tecnologia nos acelere, não nos freie!
E você, tem sugestões para dar?
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2 de dez. de 2010
Ter ouvidos para ouvir

A 30 de setembro passado, veio à público a carta Verbum Domini. Falar que “veio à público” é modo de dizer, pois sua repercussão me pareceu bastante reduzida, mesmo nos círculos especializados.
Embora eu goste de acusar as falhas da comunicação midiática, devo reconhecer que o presente documento passou incólume e despercebido devido ao assunto de que trata: a Palavra.
Apesar de talvez ser, desde a Reforma, o ponto débil da moderna sociedade, justamente a incapacidade de perceber a importância do tema demonstra quão profunda é a surdez para a Palavra.
Ora, nós homens somos o que escutamos. Quem escuta confessa a presença daquele que fala e abre no próprio coração um espaço para o outro. Quem não escuta frustra o diálogo e se autoconsome na própria lógica.
Já li metade do documento e o estou apreciando muito. Além de resumir e consolidar as pesquisas desenvolvidas nos últimos anos, confere-lhes a chancela da autoridade. Ao mesmo tempo, o leitor atento saberá encontrar pérolas espalhadas pelo texto: novos modos de dizer velhas coisas e verdadeiros achados.
A carta me inspirou tanto que resolvi me alargar sobre o tema neste blog.
Concluo esta postagem, mas antes tentarei satisfazer sua curiosidade: afinal, o que falar da Palavra, que parece estar em crise?
1) A Palavra é divina, Verbum inspirans amoris (cf. VD 6).
2) A Palavra é “um cântico a diversas vozes” (VD 7).
3) A Palavra fundamenta a realidade e sua percepção (cf. VD 10).
4) A Palavra abreviou-se e calou-se (cf. VD 12 e 21), pelo que “Verbo crescente, verba deficiunt” (VD 66).
5) A Palavra é pneumatológica (cf. VD 16).
6) A Palavra exige uma resposta (cf. VD 24-26).
7) A Palavra se fez Livro (cf. VD 29-49).
8) A Palavra se fez Pão (cf. VD 54-56).
Se tiver comentários ou perguntas, não se acanhe!
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20 de nov. de 2010
Cultura da corrosão

Crítica camarada
Um grande amigo reclamou de mim. Desgostava das imagens que acompanhavam alguns dos itens compartilhados por mim. As imagens não eram minhas, mas retratavam sobremaneira a estética do desencanto que marca nossa época, coisa que ele considera de todo inconveniente.Confesso que até gosto desse tipo de imagens, na medida que nos surpreendem e podem nos atrair à leitura. Portanto, utilizá-las equivale a jogar no limite e andar sobre o fio da navalha: pois o que a uns agrada, a outros pode causar repulsa.
Fiquei contente com esse tipo de retorno. Sinal de que, na barafunda da informação, o que eu disse ou compartilhei não caiu no vácuo da indiferença.
Projetos inacabados
Tudo isso e mais um pouco me motivou a fazer um exame de consciência acerca deste blog. Tenho de reconhecer que deixei coisas inacabadas… Talvez fazendo uma lista delas, torne a me animar para concluí-las.A primeira foi um ensaio sobre o mistério da tipologia feminina. Um contraponto entre a verdadeira Eva e a fake-doll. Algo como distinguir as três mulheres de Xangô. Basicamente, faltou falar de Eva.
A segunda foi uma exposição sobre estética. Dá para escrever bastante, possuo inclusive anotações, mas bateu aquela preguiça.
A terceira é sobre a amizade. Após falar da amizade de Aquiles por Pátroclo, necessário é trazer o assunto para os nossos dias, o que ainda não fiz… [Feito!]
A quarta consiste nos difundidos erros sobre a Bíblia. Feita a explicação do maniqueísmo subjacente a esses erros, fiquei devendo os exemplos concretos.
A quarta consiste nos difundidos erros sobre a Bíblia. Feita a explicação do maniqueísmo subjacente a esses erros, fiquei devendo os exemplos concretos.
Mais do mesmo
Curiosamente, sem ter previsto, acabei voltando a falar de velhas coisas, desta feita sob outro enfoque, o que causou um bom retorno de alguns leitores. De fato, de que adianta ter escrito sobre assuntos empoeirados? Dois temas recentes nessa linha foram as postagens sobre a culpa e a religião.Ideias inconcretas
Para finalizar, faço uma declaração de intenções. Gostaria muito de escrever a respeito do kardecismo, dos orixás e de ecumenismo [Feito!]. Por quê?Porque o brasileiro é soropositivo do espiritismo. Fora o embalo do Chico Xavier. Além disso, o brasileiro é herdeiro da mitologia iorubá.
Com relação ao ecumenismo, é que eu gostaria de publicar trechos de umas cartas. Mas isso vai depender da aceitação da outra parte!
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19 de nov. de 2010
Vida de mosquito carioca
Atrás de sangue. Alta taxa de natalidade contrabalança a enorme mortalidade. Mosquitos cariocas são mais espertos. Reparou que é mais difícil de pegá-los? Parecem ases da Primeira Grande Guerra.
— Você é do Rio? — perguntam-me com certa frequência. Embora tal indagação fosse normal em tempos da Belacap, quando a antiga Capital albergava mais elementos de fora do que originários da Cidade Maravilhosa, hoje teima em vir me interpelar assiduamente na boca de qualquer recém-conhecido.
Será que meus anos em São Paulo esmaeceram tanto assim meu sotaque? Ou terão os estudos clássicos esfoliado minha criação com banho de mar em Copacabana?
Sou carioca da “clara”, pois meu pai não era do Rio, só minha mãe. Talvez por isso eu não possua em estado puro as três características dos naturais da Guanabara, apontadas por alguns analistas pretensiosos: desconfiança, desejo de levar vantagem e informalidade.
Vejo esses traços como doenças, não peculiaridades. Afinal, desconfiança é trauma. Se todos querem levar vantagem, em quem confiaremos? Mas será mesmo verdade que todos são mal intencionados?
Segundo, ansiar por avantajar-se é fruto da desilusão, do sentimento de derrota por ter sido preterido, da abdicação forçada, do destronamento inesperado.
Terceiro, informalidade é imitar o excluído como forma de dizer-lhe: “somos semelhantes!” A diferença social não mais se estabelece pela fortuna, antes pelo viés identitário dado pelo estilo de vida. Quando o morro conquista o asfalto, conquista-o tornando-se seu modelo.
Diria que o verdadeiro carioca é, pois, experimentado, empreendedor e transparente. Cabe resgatar essas virtudes invertendo aqueles vícios. Como consegui-lo?
Queria ser um mosquito carioca: receonhecido pelo arrojo nas decoladas, ousadia das picadas e espalhafato do voo. Então, não mais contestaria minhas origens e eu não temeria nem riscos, rivais, reveses.
— Você é do Rio? — perguntam-me com certa frequência. Embora tal indagação fosse normal em tempos da Belacap, quando a antiga Capital albergava mais elementos de fora do que originários da Cidade Maravilhosa, hoje teima em vir me interpelar assiduamente na boca de qualquer recém-conhecido.
Será que meus anos em São Paulo esmaeceram tanto assim meu sotaque? Ou terão os estudos clássicos esfoliado minha criação com banho de mar em Copacabana?
Sou carioca da “clara”, pois meu pai não era do Rio, só minha mãe. Talvez por isso eu não possua em estado puro as três características dos naturais da Guanabara, apontadas por alguns analistas pretensiosos: desconfiança, desejo de levar vantagem e informalidade.
Vejo esses traços como doenças, não peculiaridades. Afinal, desconfiança é trauma. Se todos querem levar vantagem, em quem confiaremos? Mas será mesmo verdade que todos são mal intencionados?
Segundo, ansiar por avantajar-se é fruto da desilusão, do sentimento de derrota por ter sido preterido, da abdicação forçada, do destronamento inesperado.
Terceiro, informalidade é imitar o excluído como forma de dizer-lhe: “somos semelhantes!” A diferença social não mais se estabelece pela fortuna, antes pelo viés identitário dado pelo estilo de vida. Quando o morro conquista o asfalto, conquista-o tornando-se seu modelo.
Diria que o verdadeiro carioca é, pois, experimentado, empreendedor e transparente. Cabe resgatar essas virtudes invertendo aqueles vícios. Como consegui-lo?
Queria ser um mosquito carioca: receonhecido pelo arrojo nas decoladas, ousadia das picadas e espalhafato do voo. Então, não mais contestaria minhas origens e eu não temeria nem riscos, rivais, reveses.
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15 de ago. de 2010
Meu cachorro me sorriu latindo
Estive viajando, passei a fazer outras coisas, pensei muito, tive tantas ideias, mas… escrevi pouco, das quais nada aqui no blog nas últimas três semanas.
Enquanto não ponho em ordem este barraco, enrolo você, meu caro leitor, fazendo a brincadeira dos #7links, que tinha visto nuns blogs por aí. Consiste numa espécie de balanço ou autoavaliação.
1. Minha primeira postagem: confesso que não me lembro. Eu a apaguei faz tempo. A mais antiga é um resumo das minhas peripécias durante a viagem do Papa a São Paulo. Apesar de não ser minha ideia original que Bento XVI ocupasse tanto espaço neste blog, acabou merecendo seu marcador por tantos selos, taças e trombetas.
1. Minha primeira postagem: confesso que não me lembro. Eu a apaguei faz tempo. A mais antiga é um resumo das minhas peripécias durante a viagem do Papa a São Paulo. Apesar de não ser minha ideia original que Bento XVI ocupasse tanto espaço neste blog, acabou merecendo seu marcador por tantos selos, taças e trombetas.
2. A postagem que eu mais gostei de escrever: sem dúvida, foram os conselhos com cara de sexta-feira. Eu estava inspirado.
3. Uma postagem que deu origem a um excelente debate: não foi a que gerou mais discussão, mas penso que seus comentários foram mais substanciais: Momento & Casamento.
4. Uma postagem publicada em blog alheio que eu gostaria de ter escrito: qualquer uma de Resumo Teórico (leia Welcome, Stranger), desde que sejam as inteligíveis. Às vezes ele tenta impressionar pela incompreensibilidade, como se bazófia fosse sinal de qualidade.
5. Minha postagem mais útil: na linha da literatura, acho a que traz uma lista de centos de livros para ler.
7. Uma postagem que eu gostaria que tivesse sido lida por mais pessoas: ainda não entendo direito o Google Analytics, pelo que não sei dizer qual foi a postagem menos lida. Ainda por cima, acho isso bem relativo. Prefiro convidá-lo a ler (ou reler) que susto levou Hermas ao topar com Dona Sofia no caminho.
Agora é sua vez:
— Quais foram as sete postagens de que você tinha gostado por aqui?
Agora é sua vez:
— Quais foram as sete postagens de que você tinha gostado por aqui?
15 de jul. de 2010
Um novo personagem por aqui
Hoje, dia 15 de julho, é o Dia do Homem. Data besta, na minha opinião, apesar de que a virilidade esteja tão em baixa atualmente. Não é só um problema estatístico, o que sempre ocorreu pois as mulheres duram mais. O problema é que, dos que sobrevivem, muitos estão infantilizados ou coisa pior.
Gostaria de apresentar um “novo homem”: Gaudério Tareco.
Fiquei muito animado quando ele nasceu. Depois, acabei narrando seu crescimento. Agora o elevei à categoria de marcador, de modo que nos irá acompanhar neste blog.
O Gaudério será uma personificação do bricabraque, isto é, ele irá plasmar peças soltas. Na medida do possível, vou tentar acompanhar seu amadurecimento cronológico.
De repente, por exemplo, eu poderia até criar um encontro dele com Jason Bourne.
Você teria alguma outra sugestão?
Gostaria de apresentar um “novo homem”: Gaudério Tareco.
Fiquei muito animado quando ele nasceu. Depois, acabei narrando seu crescimento. Agora o elevei à categoria de marcador, de modo que nos irá acompanhar neste blog.
O Gaudério será uma personificação do bricabraque, isto é, ele irá plasmar peças soltas. Na medida do possível, vou tentar acompanhar seu amadurecimento cronológico.
De repente, por exemplo, eu poderia até criar um encontro dele com Jason Bourne.
Você teria alguma outra sugestão?
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15 de jun. de 2010
Joan é fanática. Vírgula
Nesses dias, tenho revisto o seriado americano Joan of Arcadia. Recomendo. Pena que pararam de filmar no final da segunda temporada, deixando a história inconclusa.
O argumento é criativo: as dificuldades de adaptação de uma família a uma nova cidade, tendo por pivô a filha adolescente, Joan, a quem Deus se manifesta e encarrega de uma série de tarefas inusitadas.
Minha postagem sobre Jesus Cristo foi inspirada pelo seriado. Afinal, a música tema é One of us, de Joan Osborne.
Isso me tinha feito pensar por que tanta gente acha Jesus borring, tema tabu, pessoa inconveniente. Como não sou adepto das conveniências, resolvi fazer daquela postagem a coroação de tantas outras que escrevera sobre a fé nos últimos meses.
Talvez o gatilho para eu falar mais sobre a fé tenha sido os recentes ataques injustos ao Papa, com o que tentaram conspurcar sua imagem. Como quer que seja, bastou-me externar meu pensamento a esse respeito no blog ou entrar numas discussões tolas no Twitter para começar a receber perguntas como essa no extinto Formspring:
vc eh católico fanátio? (sic)
Confesso certa contrariedade, pelo que respondi:
Fanático? Não, só sou fanático pelo Flamengo, mas tenho andado um pouco tíbio.
Isso deve ter a ver com uma desilusão amorosa que sofri há três meses. Então resolvi transformar meu blog de variedades num recurso virtual apologético como forma de sublimar sentimentos contraditórios.
Ou pode ser uma questão de fase. Todo mundo tem suas fases: fase gay, fase notívaga, fase zen, fase maconha, fase Internet. Quando eu resolver rodar a baiana e passar da fase atual para outra, sai de baixo.
Agora, sem brincadeira: fanático é quem não vive a caridade e atua de forma irracional. Tenho fé e procuro ser coerente, o que é bem diferente.
*****
Vírgula. Entitulei assim o novo marcador sobre estética. Recorda o cachinho pega-rapaz, aquela mecha de cabelo recurvado sobre a testa ou a face.
Vírgula. A estética pode ser, com efeito, um gancho para a ética, um motivo de esperança para as exigências da vida. Além disso, o tema permite um bom aprofundamento filosófico. Escreverei mais a tal respeito a partir de agora.
Vírgula. Volto a Joan. No seriado, quando a família descobre que ela tem visões, resolve interná-la. É melhor não ver, permanecer cego. Talvez a estética nos abra os olhos. Por que não se fala de Jesus Cristo? Talvez se fale, mas sem estética, com pura ética.
Vírgula. E você? Tem olhos para ver ou só pernas para fugir?
O argumento é criativo: as dificuldades de adaptação de uma família a uma nova cidade, tendo por pivô a filha adolescente, Joan, a quem Deus se manifesta e encarrega de uma série de tarefas inusitadas.
Minha postagem sobre Jesus Cristo foi inspirada pelo seriado. Afinal, a música tema é One of us, de Joan Osborne.
Isso me tinha feito pensar por que tanta gente acha Jesus borring, tema tabu, pessoa inconveniente. Como não sou adepto das conveniências, resolvi fazer daquela postagem a coroação de tantas outras que escrevera sobre a fé nos últimos meses.
Talvez o gatilho para eu falar mais sobre a fé tenha sido os recentes ataques injustos ao Papa, com o que tentaram conspurcar sua imagem. Como quer que seja, bastou-me externar meu pensamento a esse respeito no blog ou entrar numas discussões tolas no Twitter para começar a receber perguntas como essa no extinto Formspring:
vc eh católico fanátio? (sic)
Confesso certa contrariedade, pelo que respondi:
Fanático? Não, só sou fanático pelo Flamengo, mas tenho andado um pouco tíbio.
Isso deve ter a ver com uma desilusão amorosa que sofri há três meses. Então resolvi transformar meu blog de variedades num recurso virtual apologético como forma de sublimar sentimentos contraditórios.
Ou pode ser uma questão de fase. Todo mundo tem suas fases: fase gay, fase notívaga, fase zen, fase maconha, fase Internet. Quando eu resolver rodar a baiana e passar da fase atual para outra, sai de baixo.
Agora, sem brincadeira: fanático é quem não vive a caridade e atua de forma irracional. Tenho fé e procuro ser coerente, o que é bem diferente.
*****
Vírgula. Entitulei assim o novo marcador sobre estética. Recorda o cachinho pega-rapaz, aquela mecha de cabelo recurvado sobre a testa ou a face.
Vírgula. A estética pode ser, com efeito, um gancho para a ética, um motivo de esperança para as exigências da vida. Além disso, o tema permite um bom aprofundamento filosófico. Escreverei mais a tal respeito a partir de agora.
Vírgula. Volto a Joan. No seriado, quando a família descobre que ela tem visões, resolve interná-la. É melhor não ver, permanecer cego. Talvez a estética nos abra os olhos. Por que não se fala de Jesus Cristo? Talvez se fale, mas sem estética, com pura ética.
Vírgula. E você? Tem olhos para ver ou só pernas para fugir?
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1 de jun. de 2010
Reciclando o Formspring
Posso dizer que o extinto Formspring desafiou minha paciência. Nunca
desgostei da ideia, mas muitas vezes fiquei com a impressão de ser algo inútil.
Provavelmente, a razão da minha irritação era o anonimato. Quando você responde algo, espera estabelecer diálogo, o que é impossível sem conhecer o rosto e a voz de quem o escuta.
Provavelmente, a razão da minha irritação era o anonimato. Quando você responde algo, espera estabelecer diálogo, o que é impossível sem conhecer o rosto e a voz de quem o escuta.
A primeira pergunta que respondi foi:
Pq fez isso aki?
Por que gosto de descobrir os que
bancam de anônimos.
A segunda pergunta, de uma pessoa que, até onde sei, não se me faz de anônima (o que é a exceção
da exceção, pois 99% das vezes não sei quem me fala), foi:
E os que não bancam anônimos? kkkkkkkkkk
Quem dá a cara merece tapas e beijos.
Claro que também existem as bestas de plantão, que enviam questões
imbecis e perguntas ofensivas ou indiscretas. Se não estou com disposição de
zoar a resposta, apago a pergunta sem dó nem piedade. Ultimamente, tenho preferido apenas declarar:
Mas, por outro lado, percebi que:
1. Algumas pessoas tímidas podem estar por trás das mesmas persistentes
indagações.
2. Várias perguntas evidenciavam que seus autores tinham lido textos
meus, servindo-me isto de feedback.
3. Fui puxado pela língua para falar de certos temas que, do contrário,
não abordaria.
De qualquer jeito, ainda que o Formspring não me pareça de todo inútil, resolvi mudar minha política. Reduzirei drasticamente minhas respostas apenas às perguntas que, de fato, valham a pena.
Por outro lado, já que gastei tempo respondendo a temas candentes, nada mais justo do que resumir neste blog algumas respostas, tornando-as acessíveis. Com efeito, defeito do Formspring é não possuir buscador, favoritos nem categorias.
Por outro lado, já que gastei tempo respondendo a temas candentes, nada mais justo do que resumir neste blog algumas respostas, tornando-as acessíveis. Com efeito, defeito do Formspring é não possuir buscador, favoritos nem categorias.
Além disso, torno mais leve para mim o fardo que eu mesmo me impusera de escrever habitualmente. Escrito já está: basta-me só copiar e colar.
Portanto, a partir de agora, sob o marcador reciclagem, trarei à
baila pequenos resumos do dito ao ouvido anônimo para que não caia no olvido
popular.
O que você me diz? O que está por trás de tanto anonimato?
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6 de mai. de 2010
Por favor, distingam ética de política e de religião
Teoricamente, quando os princípios fundamentais andam em jogo — vida humana, liberdade religiosa, dignidade do matrimônio e da família, educação —, os católicos atuariam conforme os princípios da lei moral natural nesses campos, por própria iniciativa, e não porque tenham sido mandados.
Essa atitude comum não é propriamente falando, política, nem pode ser confundida com mentalidade de partido único, pois a defesa e a promoção dos valores humanos fundamentias situa-se por sua própria natureza num plano superior ao dos juízos contingentes que são característicos da ação política, tal como se entende comumente esta palavra.
Nesse sentido, por exemplo, a defesa da vida humana não é uma “postura política” contra os que a manipulam e suprimem a seu arbítrio. É uma questal moral inegociável, situa-se numa esfera intangível.
A política, ou seja, a livre discussão no opinável, virá estabelecer quais são os meios mais oportunos — legislativos, informativos, educativos, assistenciais, etc. — para salvaguardar a vida humana e fomentar a cultura da vida; e nisso evidentemente cabem muitas opiniões diversas, igualmente razoáveis, e nas quais não há razão de os católicos coincidirem.
Por isso, entre outros motivos, tinha escrito um alerta aos “católicos oficiais” e um elenco de discursos, falácias, mentiras e táticas que podem ser úteis nestes tempos de eleição.
Também vale a pena recordar os pecados cerebrais e a questão da manipulação, pluralismo, tolerância.
Também vale a pena recordar os pecados cerebrais e a questão da manipulação, pluralismo, tolerância.
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19 de abr. de 2010
Fluxo midiático: duas formas de encarar e cinco de surfar
Difícil explicar como me embrenhei nesse mato das redes sociais, feeds e adjacências. Útil contar as experiências adquiridas. Pedagógico compartilhar as preocupações.
2. Convergência digital: isso me deu um certo trabalho para montar, mas a integração das principais redes me permite concentrar a produção no blog e os insumos nos feeds, vindo o Twitter a ser um intermediário público e o Facebook, um intermediário privado. Assim, compartilho os feeds de que gostei e twitto algumas ideias que escreverei, sem precisar abrir janelas ou gastar muito tempo.
Adoro compartilhar minhas descobertas e aprender das conquistas alheias. Acho que assim me tornei um conector e conheci bastante gente.
Inconvenientes? Os mesmos da vida de um carteiro. Os honestos desconhecem o conteúdo das cartas. Os espertos seduzem as destinatárias dos remetentes.
Esta é uma frustração minha: raras sãos as pessoas com quem é possível manter um diálogo elevado. Quando isso é possível, são mulheres. 95% dos homens são ogros superficiais ou repetidores mudos. Na Internet, é mais fácil conseguir namoradas do que amigos, tornando-me, em seguida, vítima em casa de crime passional.
2. Rechace, delegue ou, na pior das hipóteses, postergue os pequenos favores que lhe peçam: aquele link maneiro, aquela foto perdida, o tal arquivo imprescindível, o artigo fundamental.
3. Pesquise e colha dados (em sites e feeds) em horário fixo e compartimentado, simultaneamente ignorando e-mails, tweets, scraps e assemelhados.
4. Faça uma escala para as marés altas. Nessas horas deixe fluir a reatividade: escreva tweets, responda as mensagens, reencaminhe as novidades. Mas lembre-se: maré não é tsunami.
5. Reduza o controle supérfluo do fluxo. Se feito com frequência, é um trabalho inútil e denota insegurança. Basta ler um relatório automático mensal do seu blog feito pelo Google Analytics ou fazer uma faxina do seu Twitter de vez em quando.
Dois princípios de atuação
1. Onipresença virtual: parti do pressuposto de que o mais importante é que encontrem você com facilidade. A menos que você queira se esconder ou goste de publicar coisas comprometedoras (CPF, hora que vai no banco, etc.). Nesse sentido, qual seria o problema em ter conta em vários serviços, mesmo que não os utilize? São gratuitos e a maioria avisa as interações por e-mail. Tenho amigos que só usam Orkut (que eu desgosto e não mexo) e outros que só usam Facebook (que aprendi a gostar). Alguns desses amigos não respondem a e-mails. Além disso, garanto dessa forma a exclusividade do meu apelido (que tenho a sorte de que seja curto e original: @narajr).2. Convergência digital: isso me deu um certo trabalho para montar, mas a integração das principais redes me permite concentrar a produção no blog e os insumos nos feeds, vindo o Twitter a ser um intermediário público e o Facebook, um intermediário privado. Assim, compartilho os feeds de que gostei e twitto algumas ideias que escreverei, sem precisar abrir janelas ou gastar muito tempo.
Adoro compartilhar minhas descobertas e aprender das conquistas alheias. Acho que assim me tornei um conector e conheci bastante gente.
Inconvenientes? Os mesmos da vida de um carteiro. Os honestos desconhecem o conteúdo das cartas. Os espertos seduzem as destinatárias dos remetentes.
Esta é uma frustração minha: raras sãos as pessoas com quem é possível manter um diálogo elevado. Quando isso é possível, são mulheres. 95% dos homens são ogros superficiais ou repetidores mudos. Na Internet, é mais fácil conseguir namoradas do que amigos, tornando-me, em seguida, vítima em casa de crime passional.
Cinco formas de não se afogar nas ondas das redes sociais
1. Tenha horário fixo para suas responsabilidades e pendências. Não permita que as redes sociais quebrem os diques.2. Rechace, delegue ou, na pior das hipóteses, postergue os pequenos favores que lhe peçam: aquele link maneiro, aquela foto perdida, o tal arquivo imprescindível, o artigo fundamental.
3. Pesquise e colha dados (em sites e feeds) em horário fixo e compartimentado, simultaneamente ignorando e-mails, tweets, scraps e assemelhados.
4. Faça uma escala para as marés altas. Nessas horas deixe fluir a reatividade: escreva tweets, responda as mensagens, reencaminhe as novidades. Mas lembre-se: maré não é tsunami.
5. Reduza o controle supérfluo do fluxo. Se feito com frequência, é um trabalho inútil e denota insegurança. Basta ler um relatório automático mensal do seu blog feito pelo Google Analytics ou fazer uma faxina do seu Twitter de vez em quando.
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13 de abr. de 2010
200ª postagem
Chego, com satisfação, a esta postagem. Tenho um sentimento de cumprir tabela, de bater o ponto, de fechar um ciclo. Mas também me alegro por poder fazer um breve balanço.
Os últimos cem temas foram espasmódicos. Em fins de novembro o assunto foi Zumbi, em homenagem ao dia de sua morte. No início de dezembro, foi Gêngis Khan. A partir de janeiro, fiz uma incursão pelo amor. Também discorri sobre a New Age. Em fevereiro, os livros e as virtudes ocuparam meu horizonte. No último mês, fiz perigosas incursões em temas referentes à Igreja Católica, pois o Papa foi acossado pela mídia por todos os lados. Também voltei a falar de arquitetura, tema que imagino não ser do agrado de todos, mas que é um bom exercício para mim.
Minha postagem preferida até o momento foi Conselhos com cara de sexta-feira.
Quanto ao blog em si, fiz a estreia das páginas estáticas. A que eu mais gostei é a que traz o índice de todas as postagens, apontando as novidades.
O número de seguidores e de assinantes cresceu, embora toda semana tenha perdido algum. Ainda acho pequeno o número de compartilhamentos e de comentários. Mas fazer o quê? Há tanto que se ler, não é verdade? Já é de admirar que eu tenha conseguido um pequeno número de leitores! Por isso, só posso dizer a vocês: muito obrigado mesmo!
Os últimos cem temas foram espasmódicos. Em fins de novembro o assunto foi Zumbi, em homenagem ao dia de sua morte. No início de dezembro, foi Gêngis Khan. A partir de janeiro, fiz uma incursão pelo amor. Também discorri sobre a New Age. Em fevereiro, os livros e as virtudes ocuparam meu horizonte. No último mês, fiz perigosas incursões em temas referentes à Igreja Católica, pois o Papa foi acossado pela mídia por todos os lados. Também voltei a falar de arquitetura, tema que imagino não ser do agrado de todos, mas que é um bom exercício para mim.
Minha postagem preferida até o momento foi Conselhos com cara de sexta-feira.
Quanto ao blog em si, fiz a estreia das páginas estáticas. A que eu mais gostei é a que traz o índice de todas as postagens, apontando as novidades.
O número de seguidores e de assinantes cresceu, embora toda semana tenha perdido algum. Ainda acho pequeno o número de compartilhamentos e de comentários. Mas fazer o quê? Há tanto que se ler, não é verdade? Já é de admirar que eu tenha conseguido um pequeno número de leitores! Por isso, só posso dizer a vocês: muito obrigado mesmo!
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