Posso dizer que o extinto Formspring desafiou minha paciência. Nunca
desgostei da ideia, mas muitas vezes fiquei com a impressão de ser algo inútil.
Provavelmente, a razão da minha irritação era o anonimato. Quando você responde algo, espera estabelecer diálogo, o que é impossível sem conhecer o rosto e a voz de quem o escuta.
Provavelmente, a razão da minha irritação era o anonimato. Quando você responde algo, espera estabelecer diálogo, o que é impossível sem conhecer o rosto e a voz de quem o escuta.
A primeira pergunta que respondi foi:
Pq fez isso aki?
Por que gosto de descobrir os que
bancam de anônimos.
A segunda pergunta, de uma pessoa que, até onde sei, não se me faz de anônima (o que é a exceção
da exceção, pois 99% das vezes não sei quem me fala), foi:
E os que não bancam anônimos? kkkkkkkkkk
Quem dá a cara merece tapas e beijos.
Claro que também existem as bestas de plantão, que enviam questões
imbecis e perguntas ofensivas ou indiscretas. Se não estou com disposição de
zoar a resposta, apago a pergunta sem dó nem piedade. Ultimamente, tenho preferido apenas declarar:
Mas, por outro lado, percebi que:
1. Algumas pessoas tímidas podem estar por trás das mesmas persistentes
indagações.
2. Várias perguntas evidenciavam que seus autores tinham lido textos
meus, servindo-me isto de feedback.
3. Fui puxado pela língua para falar de certos temas que, do contrário,
não abordaria.
De qualquer jeito, ainda que o Formspring não me pareça de todo inútil, resolvi mudar minha política. Reduzirei drasticamente minhas respostas apenas às perguntas que, de fato, valham a pena.
Por outro lado, já que gastei tempo respondendo a temas candentes, nada mais justo do que resumir neste blog algumas respostas, tornando-as acessíveis. Com efeito, defeito do Formspring é não possuir buscador, favoritos nem categorias.
Por outro lado, já que gastei tempo respondendo a temas candentes, nada mais justo do que resumir neste blog algumas respostas, tornando-as acessíveis. Com efeito, defeito do Formspring é não possuir buscador, favoritos nem categorias.
Além disso, torno mais leve para mim o fardo que eu mesmo me impusera de escrever habitualmente. Escrito já está: basta-me só copiar e colar.
Portanto, a partir de agora, sob o marcador reciclagem, trarei à
baila pequenos resumos do dito ao ouvido anônimo para que não caia no olvido
popular.
O que você me diz? O que está por trás de tanto anonimato?
