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2 de nov. de 2013

Alicerce seus sonhos

Proponho uma releitura de uma velha postagem deste blogue.

***

1. Nem tudo que é bom dá para comprar.

2. Não deixe a preguiça confundir originalidade com praticidade.

3. O trepidar da paixão se dissipa quando se torna tarefa diária.

4. Considere qual é a maior coisa que você vai abandonar para conseguir o que você quer.

5. Se a sua ideia é boa mas enche seu saco, você perdeu. Se a sua ideia é valiosa mas você não aguenta trabalhar nela dez horas por dia, você perdeu. Pior: se a sua ideia é apaixonante mas não é viável, você perdeu.

6. Você está a fim de trabalhar duro, com empenho, longamente?

7. Não cultive hobbies – cultive interesses.

8. Descubra qual é o preço máximo que você está disposto a pagar. Assim, quando alguém lhe pedir para pagar mais, mande-o à merda.

9. Você não pode aguentar gente que não gosta de você? Desculpe, mas isso começou quando você nasceu.

10. Demonstrar-se frágil é a nova segurança. Imperfeição é a beleza dos tempos barrocos. Lembre-se disso ao lidar com as pessoas.

11. Você topa escrever detalhadamente seus sonhos num papel, contá-lo a outras pessoas e torná-lo público? Se não, esses sonhos são irreais.

12. Quimera não se materializa da noite para o dia. Esperanças desse naipe só desapontam e deprimem.

13. Seu sucesso é provável ou ainda está nas raias do possível?

14. Você será o melhor? Pois ninguém repara no normal, ninguém liga para o comum, ninguém investe no mediano. Mova uma guerra contra a mediocridade para chegar a algum lugar que valha a pena.

15. Paixão sem propósito é fogo de palha. Sem um porquê, seus anseios só crepitam, mas não queimam.

6 de set. de 2013

Agarre o mundo

1) Seja bravo: na era da segurança, só vencem os ousados.

2) Faça a diferença: as pessoas não experimentam ideias, experimentam feitos.

3) Priorize as pessoas: elas são o verdadeiro “produto final”.

4) Torne o mundo melhor: no futuro, os de vanguarda serão os que resolvem problemas.

5) Emocione: a tecnologia sempre perderá para o coração.

6) Inove: os desafios são inimigos da zona de conforto.

7) Invente: a performance é diretamente proporcional à criatividade.

8) Conte histórias: inexiste melhor propaganda.

9) Planeje: só chega lá quem começa com o pé direito.

10) Explique: razão e propósito são os motores de que as pessoas necessitam.

1 de ago. de 2013

Sete práticas de um líder

Os líderes comunicam ouvindo, perguntando, olhando, sorrindo. Quanto mais falarem, menos eficazes serão. A prioridade é o outro: por isso, são excêntricos, no bom sentido.

Os líderes conectam com as pessoas, não com gadgets. Desconectam-se da comunicação virtual diante do interlocutor real.

Os líderes sabem dar e doar. Pois sabem que nada perdem quando comunicam, pois é um caminho de ida e volta.

Os líderes têm as portas sempre abertas, pois não atuam como gente importante ou inacessível. Quem mais importa são os outros.

Os líderes elogiam, não para dominar pela vaidade, mas por verdadeiramente reconhecerem os bons trabalhos e se congratularem por eles.

Os líderes escolhem bem as palavras, pois sabem que elas influenciam as atitudes próprias e alheias.

Os líderes calam as falhas dos outros, mas reconhecem as próprias rapidamente: por isso, não se ri de um líder, ri-se com ele.

27 de jun. de 2013

Don’t Hate Google for Reader. Use Feedly

Agora que a Google sepultou o Google Reader, se você tinha assinado o feed deste blog, agradeceria que adotasse um novo leitor assim que possível.

O que fazer

Existem muitas formas de se manter atualizado:
  • Redes sociais: você pode seguir o blog no Google+, no Facebook ou no meu Twitter pessoal.
  • Newsletter: basta cadastrar seu e-mail na caixinha ao lado para receber as atualizações em sua caixa postal.
  • Outro leitor de feed: a alternativa mais concreta atualmente é o Feedly. Vale a pena fazer um teste!
  • O aplicativo do blog: fotografe o QR Code e seja feliz!

16 de jun. de 2013

Vida gamão

— O gamão me lembra a vida, pois nos permite arriscar e, tendo sorte, o lucro é alto. Por outro lado, arriscar no gamão costuma ser fatal para a vitória, assim como é extremamente fácil se machucar vivendo na louca. Já jogou gamão? Se não, fica difícil de explicar.

— Só joguei ludo quando criança.

— Ludo é como brincar de boneca. Ludo está para gamão como boneca para filhos.

— Certo, mas e o fator sorte?

— No gamão joga-se diversas vezes — 11, 15 vezes seguidas —, a fim de minimizar o fator sorte. Cada contendor tem assim uma média equilibrada de azar. Ganhar é melhor que jogar no gamão: ele tem um cubo de apostas, com o qual você força o oponente a desistir no meio da partida dobrando o valor do jogo. Pois é melhor desistir logo do que teimar arriscando.

— Mas a vida não é sempre um jogo arriscado?

— É vero.

— Então que semelhança pode haver entre um jogo conservador e a felicidade dos ousados?

— Eu acho que quem quiser ser feliz nessa vida não deverá arriscar tanto. Você quer ganhar sempre? Só quer ver filme bom, ter um grande amor, uma linda família?

— Claro que quero. O que importa, em caso de sinistro, é como lidar com a perda.

— A felicidade não está em poder escolher, mas em fazer a escolha certa.

— Querer ser feliz eu quero, se será assim ou não, é outra história. =P

— As pessoas têm costumado buscar a felicidade na base da tentativa e erro. Os fracassos são carência de virtude, não de sorte.

— Você não arrisca a felicidade? Não quer ser feliz?

— Ninguém quer ser um loser! Mas querer não é poder. Tentar não é conseguir. Não queremos ser losers, e acabamos posers. Vou dizer uma coisa: só lidamos com as perdas causadas pela falta de virtude com o arrependimento. Com as causadas pelos azares, com o desprendimento.

— Acho que você tomou muita cerveja…

— O negócio é aprender a reavaliar o que queremos. No fim, tudo é só um jogo de gamão. :P


26 de mar. de 2013

Stalker

Você oferece a mão e já quer o braço.

Você diz que não e é tachado de egoísta. Diz que sim e acaba sendo considerado hipócrita.

Se afirma, recebe contestação. Se renega, obtém repreensão.

As alusões todas se aplicam, as ambiguidades todas ofendem.

Se explica, não entende. Se responde, não aceita. Se cala, consente.

Elogio é grilhão, reclamação é confusão.

Só há uma saída de emergência: dê eject.

13 de mar. de 2013

Cupido míope

Dizem que o amor é cego.

Acho que o amor é bêbado.

Ele não está de sacanagem. Só que, no bafômetro da vida, qualquer indício é cana certa.

Ainda que Agostinho tenha dito “ama e faze o que quiseres”, fazer o que dá na telha não é sinal de amor.

Por isso, vamos trabalhar, que divagar atrapalha.

21 de fev. de 2013

Interruptor da cabeça

Sentamos há dez anos à frente do micro e, desde então, nunca mais saímos.

A internet nos aproximou do mundo, mas a muitos afastou da vida.

Uma fonte de tristeza para muita gente no século XXI é não recebe um e-mail de alguém.

Corre-se o risco de inteirar-se mais a seu respeito aquele velho colega de infância reencontrado nos buscadores da vida, do que a boa mulher com quem você divide o quarto.

Conclusão? Encontre o interruptor para apagar a cabeça, antes que queime e lâmpada. Afinal, a Light é rica.

24 de jan. de 2013

O Carnaval há 60 anos

Nessa época, todo mundo era magro: só aparece uma gordinha em todo o filme. Todos comiam apenas arroz com feijão, batata, ovos e outros alimentos naturais…

Deem uma pausa na chegada de Getúlio Vargas e poderão observar seu guarda costas pessoal — Gregório Fortunato (de chapéu Panamá) — que veio a ser responsabilizado pelo atentado a Carlos Lacerda, desencadeando o suicídio de Getúlio, mergulhado no “Mar de Lama”, a 24 de agosto desse mesmo ano.

Vocês não verão ninguém pelado, mas o lança perfume era liberado.

Os desfiles com carros alegóricos eram apresentados pelas chamadas “Grandes Sociedades”, que eram agremiações que desfilavam na 3ª-feira. As escolas de samba ainda estavam na pré-história do carnaval. Observem a precariedade das armações, bonecos e alegorias. Não havia violência e o povão se divertia sem gastar dinheiro. O baile do Municipal e do Copacabana Palace era a rigor. Os homens pulavam de smoking e summer.




27 de ago. de 2012

Desrespeitos humanos

No rio da vida sempre há um vazamento de óleo. Mas tem gente que espera encontrar o paraíso na terra. Enquanto não encontra, evita complicar a vida e só pensa nas conquistas pessoais. Os liberais chamam isso de evitar compromissos; os conservadores, de evitar contaminar-se.

Reconheçamos que é incômodo quebrar os esquemas (ou aceitar que já nascem quebrados). É chato sair antes da festa, não rir de piada porca, dizer à beijoqueira que já estamos satisfeitos, explicar o óbvio para o obtuso orgulhoso.

Por isso mesmo, o comodismo é a primeira razão do respeito humano, do deixar as coisas como estão, da renúncia aos direitos e — pior — da omissão nos deveres.

Gandhi não acreditava no cristianismo por causa dos cristãos. Do mesmo modo, não se crê na verdade por causa dos mentirosos.

Quer saber?

4 de jun. de 2012

Prosa comum

Ideia sem patente

Li certa vez:


Comentei que já tinha ouvido isso de outras pessoas antes, mas que não havia problema, pois ideia não tem patente.


Mesmo sendo prosa comum, usada por diversas pessoas e, portanto, isenta de plágio; e talvez justamente por ser comum, acho que merece ser desmontada. Nesse sentido, transcrevo abaixo uma conversa a esse respeito que tive com a @Bia_designer.

Confiar ou suspeitar?

Eu: Não existe maior alegria que a compartilhada. É melhor ser enganado por 1 em 100 do que desconfiar de 99 em prol de 1.


Bia: O “confiar e desconfiar” já indica dependência. Eu não confio nem desconfio. Eu vivo a minha vida. Simples assim.


Eu: Como falei, prefiro sofrer uma traição do que morrer na solidão.


Bia: Então amigo, isso é escolha sua. Cada um tem suas escolhas. Uns preferem sofrer, outros preferem morrer, eu prefiro viver feliz. :)


Eu: A felicidade é uma sala cuja porta abre para fora. Não posso ser feliz de costas para os outros.


Bia: A realidade é um dado que cada um vê do seu lado. O lance é ver direito, para não ser atropelado.


Eu: Justamente porque podemos errar nas avaliações é que devemos contar com a opinião dos que nos amam.


Bia: O meu certo pode não ser o certo? Quem determina isso? O meu errado pode ser o certo, e aí? É a sociedade que determina minha vida?


Eu: A sociedade não, a realidade. Você achar que é certo não quer dizer que está certo. A gente faz tanta coisa da que depois se arrepende…


Bia: Não acho fácil nada que dependa de segundos ou terceiros. Como não vivo em prol de ser entendida por ninguém, então estou sempre BEM. Responda: quem você tem CERTEZA que o AMA?


Eu: Caraca, você desconfia até da mãe!


Bia: AHAUHUAHAUHAUHUHAHU eu não desconfio!!! Já disse: eu não estou preocupada com as pessoas, mas sim COMIGO e com a minha vida.


Eu: Ah, não!!! Não somos mônadas! Todos dependemos de alguém. O que você comeu hoje, vestiu, escreveu, etc., dependeu de alguém!


Bia: É claro que existe uma interdependência entre humanos, mas lhe digo: no que eu puder me bastar em termos de felicidade e alegria, eu farei.


Eu: Tu te bastas? Também não acho fácil depender me mim mesmo. Entre o EU entender e o EU conseguir vai distância.


Bia: Eu me basto! \o/ É simples: eu faço o que EU acho certo, então o resto é sempre o resto! Depender de qualquer um é roubada amigo!

*****

Pois bem, meu caro leitor: o que você acha disso tudo? Sua ideias têm patente ou são lugar-comum? Você confia ou desconfia das pessoas? Dá para ser feliz sozinho, sem compartilhar a felicidade? 


De minha parte, só digo uma coisa:

18 de mai. de 2012

BÔNUS: não clique neste link

Nada para ver aqui, não se acanhe de querer ir embora. Só há alguma coisa sobre crítica do pensamento contemporâneo, fé, livros, filosofia. Afinal, você não deve quer saber nada de pensamento politicamente incorreto ou de convicções firmes. Ou quer?

14 de mai. de 2012

Quatro doenças da alma

Alma burocrática é a dominada pela rotina. Os procedimentos a agrilhoam, os padrões a determinam.

Alma boêmia é vítima da lei do gosto, e contra ela não há anistia.

Alma rachada pela duplicidade é a que entra nos terrenos por dois caminhos.

Alma derramada é a fragmentada pela dispersão, esparramada na desatenção.

A primeira entregou sua liberdade às regras protetoras; a segunda, ao prazer egoísta; a terceira, ao interesse escuso; a última, à falta de compromisso.

A panaceia compõe-se de enfrentar riscos, aceitar o sacrifício, sondar as próprias intenções, assumir responsabilidades.

Como está a sua alma?

10 de mar. de 2012

Que raios são 318?

Sempre me intrigou. Nunca obtive resposta.

Repare bem: o número 318 aparece muito por aí.

Foram 318 os soldados de Abraão em sua batalha com os reis arameus (Gn 14,14).

Não sei em que isso ajuda na interpretação, mas, segundo a gematria rabínica, 318 equivale ao nome de Eliezer, servo de Abraão.

Porém, segundo o pseudo-Barnabé (Ep. Barn. 9, 6), 318 é, na numerologia mística, um código para Jesus-Cruz: em grego, 300 = τ (tau, símbolo da cruz) e 18 = ιη, iniciais de ιησυς, Jesus. Curiosamente, a Santa Cruz foi encontrada por Santa Helena no ano de 318. 

São 318 as citações acerca da Parusia de Cristo no Novo Testamento.

Foram 318 os bispos (um sexto do episcopado da época) participantes do primeiro Concílio de Niceia (325 AD).

Mas também, conforme o escaravelho do faraó Amenófis III, sua noiva a princesa Gilu-Hepa de Mitani, com quem se casou em 1380 a.C., desembarcou no Egito com outras 317 moças para o harém, perfazendo-lhe um total de 318 mulheres.

O número total de mortos durante os quatro dias de luta descritos na Ilíada foi de 318.

318 é a soma dos doze números primos entre 7 e 72. A soma dos algarismos dá 12. Seu produto, 24.

Os monges copistas de Constantinopla imprecavam contra os caluniadores apelando às “maldições dos trezentos e dezoito Padres” (vai saber que são eles).

Só para não dizerem que estou chutando, algumas de minhas fontes foram:
SARNA, Nahum: The JPS Torah Commentary, Genesis.
VINCENT, M. R.: Word studies in the New Testament, vol. 2.

12 de fev. de 2012

Abrace o mundo quatro vezes

Para alcançar o mundo, e virá-lo de cabeça para baixo quando você chegar lá.

1. Seja mais semelhante ao mundo que você quer alcançar. O alcance nasce da identificação. Num mundo em que as pessoas têm tentáculos, seus braços devem ser fortes.

2. Personalize sua audiência. Fale a cada um individualmente, sem cópia oculta. Se você falar para si, suas palavras falarão para cada qual como se fosse só para ele. Não fale de si. Mas fale para como você é, para como você foi ou para como você quer ser. Quanto mais específico você for, mais universal será.

3. Deixe as pessoas abraçá-lo primeiro. Existem dois tipos de solidão: a que o isola e a que o abre. A primeira é orgulhosa, a segunda faz parte da via de mão dupla do diálogo. Reciprocidade é inimiga da arrogância, das cobranças, do autoritarismo.

4. Conquiste uma couraça de confiança. Não espere nada, saiba ouvir, transforme o silêncio em eloquência. Aqui é questão de tempo. Aguente, pois quem se cansa desiste.

O mundo parece grande e você pequeno. Mas o grande momento de virar o jogo está nas suas mãos.

Diga-me uma coisa: quando chegar lá, em que você mudará o mundo?

5 de dez. de 2011

Quatro formas de sorrir

Todos queremos ser bem-humorados. Às vezes, porém, na hora do aperto, um bico pode nascer debaixo do nariz.

Pensando nisso, que tal uma receita de bolo para tirar o sorriso da gaveta?

1. Considere as dificuldades alheias. É claro que o objetivo não é sentir-se melhor que ninguém, mas redimensionar nossas perrengues.

2. Espere, pois as dificuldades são como um túnel. Esperar é uma grande ciência e o tempo é um grande remédio. Tudo que é bom custa e leva tempo para chegar pelo correio da vida.

3. Transforme as contrariedades em sorrisos. Seria hipocrisia? Não mesmo! Além de que os outros nada têm a ver com nossos galhos, sorrir-lhes demonstra respeito e consideração.

4. Aceite como você é. Lembro-me de um velho no DETRAN reclamando com a garota que bateu a foto dele: — Mas ficou meio esquisita a foto, moça. Parece que o olho tá caído e tal… Então a menina lhe respondeu com toda a seriedade: — Mas o senhor é assim mesmo! Foi um horror. Às vezes, a verdade horroriza; mas dormimos com ela e somos felizes.

17 de out. de 2011

Treze razões para fazer listas










Aprendi com http://hellomynameisblog.com/ que há muitos motivos para fazer listas. Cito algumas:

1. Fáceis de ler e de escrever.

2. Legais de ler e escrever.

3. Facilitam a memorização, a catalogação, a organização.

4. São palatáveis, potáveis, água para as pílulas da vida.

5. Reúnem, harmonizam, hierarquizam (não necessariamente).

6. Traduzem grandes ideias em assuntos miúdos.

7. Num mundo de flashes, são um clip intelectual.

8. São escritas até por quem não sabe escrever.

9. São reaproveitáveis, recicláveis, reutilizáveis.

10. Servem de brainstorming, cristalizam ideias, conectam sacadas, criam padrões.

11. Aguçam o cérebro, ampliam o foco.

12. Enganam o freguês. Já pensou se essa postagem se chamasse apenas “Razões para fazer listas”?

13. Você leu isso aqui.

Daí criei um novo Prendedor de página para este blogue: checklist.

18 de jul. de 2011

Seis características do chefe ideal


Trabalho não é tortura legalizada, mas todo empregado pensa assim. Isto posto, se você seguir os passos abaixo, causará em todos uma grata surpresa:

1. Ouça. Não apenas recolha sons, mas grave as ideias no coração e demonstre que as acolheu, fazendo-lhes referência. Todos desejam ser valorizados, queridos, esperados, apreciados, aceitos, respeitados, reconhecidos, recordados, úteis.

2. Brinque. Um sorriso comunica mais que um dossiê. Protocole a alegria.

3. Externe os sentimentos. Compartilhamento de metas não estimula. Compartilhamento de ideias é coisa velha. Compartilhamento de sentimentos incendeia.

4. Seja correto, mas seja autêntico. Porque a verdadeira correção brota de um coração generoso, que não busca convencer mediante chantagens.

5. Peça opinião a todos. Assim sentir-se-ão à vontade para enunciar suas ideias a qualquer momento. Se do inimigo o conselho, por que desejar do amigo o silêncio?

6. Descubra os engajamentos existentes. Milagre é a irrupção do óbvio num mar de confusões. As pessoas não precisam de outro esquema, mas de permissão para pôr suas próprias cartas na mesa.

***

Diga aí: você faz da estrutura uma plataforma de lançamento ou uma camisa-de-força?

15 de jul. de 2011

Sete plás para ser criança crescida

1. Construa sua timeline de credibilidade, mas sem causar #flood. Bancar o tempo todo seria afetação.

2. Considere as fontes, as referências. Você ainda não tem experiência para falar em primeira pessoa.

3. Responda com paciência, que é a virtude dos velhos. Responda com ação, que é o trunfo dos novos.

4. Não se deixe envolver pelo turbilhão. Tenha a sabedoria das baleias que sobem à tona para respirar.

5. Faça do vulgar algo memorável, imprimindo seu estilo até na forma de fumar ou de beber uma xícara de café.

6. Desconsidere as preocupações imediatas, que são a causa dos estereótipos e a ocasião dos apelidos.

7. Agradeça a contribuição dos outros ao seu crescimento.

***

Diga aí: o que você tem feito para ser credível?

27 de jun. de 2011

A vida no saleiro

Καὶ συναλιζόμενος παρήγγειλεν αὐτοῖς
ἀπὸ Ἱεροσολύμων μὴ χωρίζεσθαι.
— E, comendo sal com eles, ordenou-lhes
não afastar-se de Jerusalém.

(At 1,4a) 

Ter sal em si

Câmara Cascudo refere que Ernest Jones escreveu, em 1923, O Significado Simbólico do Sal: ensaios sobre psicanálise aplicada, na qual demonstra a universalidade da aplicação do condimento como elemento antimágico ou afastador de malefícios.

O próprio Cristo se referiu ao sal: porque cada um será salgado pelo fogo. Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o haveis de temperar? Tende sal em vós mesmos e guardai a paz uns com os outros (Mc 9,49s).

O sal atravessa a vida num interessante espectro de usos. Talvez até por isso, “salário” era o dinheiro necessário para o legionário adquirir o sal indispensável para a vida.

O sal do nascimento

O sal é relacionado com a vida e a saúde, e desde antanho os recém‑nascidos eram esfregados com sal (cf. Ez 16,4). Segundo Cícero e Cornélio Horácio, ter sal é ter vivacidade, espírito, graça.

Os angolanos não encontraram melhor símbolo para o Batismo, dado que os catecúmenos degustavam o sal de uma novidade de vida: se são cristãos, informam: Didimungua, “comi sal”. O padrinho é o “pai do sal”, tat'a mungua. A madrinha, “mãe do sal”, mam'a mungua. O afilhado, “filho do sal”, mon'a mungua. Os companheiros de batizado, “irmãos do sal”, pange a mungua.

O sal da morte

O sal também está associado à morte. Feiticeiros e bruxas temem pisar o sal, pois é sagrado e o utilizam para “o trabalho às esquerdas”, para o mal.

No catimbó ou rito de feitiçaria, significa esquecimento e esterilidade: pôr sal à porta de uma rival obriga-a a deixar o namorado. Salgar o chão é condená‑lo à improdutividade. Derramar o sal na mesa é considerado mau agouro, tanto que Leonardo da Vinci não o esqueceu na Ceia, pondo o saleiro entornado diante de Judas.

O sal do sacrifício

O sal era oferta litúrgica na Grécia e em Roma. Para Israel, Moisés estabeleceu: todas as tuas ofertas de cereais temperarás com sal; não deixarás que lhes falte o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal (Lv 2, 13).

“O sal é considerado um garante de durabilidade. é remédio contra a putrefação, contra a corrupção, que faz parte da natureza da morte, um modo de conservar a vida. (…) Condimentar com sal as ofertas também tinha o sentido de tornar saboroso o dom e defendê-lo da putrefação. Deste modo, unem-se diversos significados: a renovação da aliança, o dom da vida, a purificação do próprio ser para poder fazer o dom de si mesmo a Deus” (Joseph Ratzinger, Jesus de Nazaré II, pág. 220).

O sal da amizade

A sabedoria popular manda comer sal junto para que se conheça uma pessoa. El-Rei D. Duarte mandava que se comesse um moio de sal, para melhor conhecimento do amigo. Um moio de sal equivalia a sessenta alqueires. Os franceses também aconselham a degustação de un muid de sel com o futuro amigo. O muid, do latim modius, mesma raiz de moio, valia duzentos e quarenta litros.

O sal da hospitalidade e da fidelidade

Comer o sal na casa de alguém é estabelecer um vínculo de sagrado fidelismo. Assim os servos de Artaxerxes recordavam-se de Jerusalém, de que haviam comido o sal no palácio real, razão de seu devotamento (cf. Esd 4,14).

O sal da hospitalidade é um pacto: nas Mil e Uma Noites, um trabalhador, levado pela miséria, acompanha um bando de assaltantes ao tesouro real. Vendo no escuro algo branco brilhante, toca‑o com a língua e descobre ser um bloco de sal. Considera‑se, por tê-lo provado, hóspede do rei, ligado pelo vínculo da hospitalidade determinado pelo sal, e reage aos ladrões obrigando‑os a abandonar o roubo, salvando o tesouro. Depois de peripécias, o trabalhador, “hóspede do sal”, conta ao rei o que fizera e é nomeado tesoureiro.

*****

Como o fogo tempera o ferro, como o sal tempera a comida, assim é necessário estar salgado no fogo do amor para ser sal da terra. O sal é miúdo, mas eficaz. O ambiente está nos detalhes; o sabor, na pitada.

E você? Pôs sal na vida?
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