26 de out de 2010

Felicidade sem vergonha

Em carinha que mamãe beijou ninguém bate!

Isso dizia o condutor do ônibus para o motorista que o desafiava após uma fechada involuntária. “Eu te quebro a cara!” — Que nada, relaxe, não estou a fim de brigar. Quem tem as costas quentes e um amor em casa, é refratário aos desaforos.

Santa desvergonha

Não é questão de extroversão, entusiasmo, técnica propagandística, desfaçatez ou maus modos. É audácia amorosa que confessa seu amor a qualquer um. Sem tal franqueza não se passa de um falso cujas amabilidades são disfarce de torpes grosserias.

Sem pedir licença

— Vida mansa, hein?

— Não posso curtir só porque você está com inveja?

Não existe medo em quem faz o melhor

Quem age bem chega a ser bobo de tão ingênuo. Perde o medo porque confia. Prefere confiar em todos (e ser enganado por alguns) do que duvidar de todos (e se tornar solitário).

Orgulho de estirpe

Protagonismo só é orgulho quando atropela os outros. Além disso, a nobreza obriga.

A melhor banca é ser cara-de-pau

Com verniz facial, até um tolo é rei. A melhor credencial é a coragem; o melhor currículo é uma declaração de intenções, não uma coleção de feitos.

Brasileiro, diminutivos e alma grande

Ai, Brasil, terra vasta e continental, que ama os diminutivozinhos e torna pusilânimes almas que poderiam encher o mundo…

Kantianismo e hedonismo

O mundo vomita o kantianismo com a pílula do hedonismo. Felicidade não é prazer. Prazer não é pecado. Pecado não é felicidade.

***
O Mestre disse: “Aprender algo e colocá-lo em prática no momento certo: não é uma alegria? Receber amigos que vêm de longe: não é um prazer? Não ficar transtornado quando os próprios méritos são ignorados: não é isso a marca distintiva de um cavalheiro?
(Analectos de Confúcio, 1:1).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...