Mostrando postagens com marcador Amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amizade. Mostrar todas as postagens

23 de jun. de 2014

Para tempos como esses que vivemos

Os sentimentos são como o mar, afetados pela Lua, pela ressaca, pela poluição, pelas correntes, pelos bichos que o povoam e aterrorizam. O mar é traiçoeiro, no mar dá para surfar, pelo mar é costume singrar. Mas também se afogar.

O mar é salgado como o suor. O mar é cristalino ou turvo, suave ou encrespado, revolto ou sereno, refrescante ou enregelante. Mas o mar nunca mata a sede.

Tem gente cujo coração é de mar. Outros tantos têm o mar na cabeça, agitando pensamentos, refletindo à deriva, mergulhando nos sonhos. Uns e outros rodopiam nas marés que puxam a vida para longe da segurança da praia.

No mar da vida encontramos algumas boias, amigos e amores aos quais confiar nossa sobrevivência e respiração. Às vezes, sucumbimos com eles; outras, eles nos rebocam.

O mar é traiçoeiro, irmão. É forçoso nadar, e nadar com ânsias de sobrevivência.

12 de jan. de 2014

Conquistar amizades

Quem tem amigos verdadeiros, os tem muitos. Cada amizade agrega aspectos diversos que nos abrem e enriquecem.

Às vezes, porém, encontramos gente com poucas amizades. Talvez porque tenha mais cumplicidade que companheirismo, ou mais medo à decepção que coragem de arriscar. Talvez porque cultive poucas experiências verdadeiras ou seja superficial nas relações.

Quais são os meios para conquistar muitas amizades?

I. Abrir-se
1) atentar às pessoas à nossa volta
2) falar de assuntos pessoais
3) não ser nem esfinge nem múmia

II. Gastar tempo com os outros
4) sair com os amigos
5) convidar para ir em casa

III. Compromisso e sacrifício
6) corrigir
7) ajudar

IV. Integrar os amigos à nossa religiosidade
8) rezar pelos amigos
9) aproximá-los de Deus

19 de set. de 2013

Misantropia ou Facebook

A misantropia de certo amigo meu desaparece diante de certas garotas. Por isso, já lhe disse, brincando, que ele não é misantropo, mas misândrico.

Contudo, ele tem algo de razão quando critica tanta invasão de privacidade.

— “Sai do meu quadrado!”

De fato, no quadrado do Facebook todo mundo é amigo. Tanto o colega de infância que o esqueceu, quanto a ex-namorada que bem conhece seus defeitos, assim como o chefe intratável e nossa querida genitora.

A culpa do uso tão elástico do conceito de amizade não é exclusiva do Facebook. Pais querem ser amigos dos filhos, maridos de suas mulheres, professores de alunos, políticos de eleitores, etc.

Seria o fim da solidão? Ou a diluição das relações? Lembre-se que, para a mãe do feminismo, Mary Wollstonecraft, a amizade é o termo chave para a renegociação do contrato sexual e para a nova democracia doméstica!

20 de jun. de 2011

Amizade conformista


Esta é a parte
1 | 2 | 34

Byron qualificou a amizade de união peculiar da juventude, invertendo a visão clássica que apoiava a fidelidade na maturidade e sabedoria. Com a elevação na Modernidade da juventude ao supremo status de melhor e mais autêntico período da vida, a amizade tornou-se objeto de intensa emoção em duas direções contraditórias: o elixir da juventude estaria na desesperada retenção das amizades e a nostalgia seria oriunda das amizades perdidas.

Por outro lado, a crença de que a parte mais significativa da vida emocional ocorre não dentro da família, mas dentro de um grupo de amigos, começou a expandir-se nas companhias artísticas e se tornou geral durante a última metade do século XX.

A cultura da amizade grupal alcançou o apogeu nos anos 60 com a comuna (comunidade de amigos retirados da sociedade corporativizada) e as “bandas” de rock (que evocam a “band of brothers” de Shakespeare e “band of Merry Men” de Robin Hood). Woodstock foi a apoteose conjunta de ambos ideais.

A era da utopia apostava em ir pela vida acompanhado. O fim dos Beatles soou, portanto, como uma incrível tragédia. A nostalgia tornou-se o lema trinta anos após o baby boom. O mundo frio suplicava pelo quente abraço dos amigos.

Nos anos 90, porém, os que chegaram solteiros perto dos quarenta anos reencontraram seu modelo de amizade em Seinfeld, Sex and the City e, claro, Friends. Mas então a noção de amizade já deixou um reduto de resistência moral, uma proteção contra a pressão normativa e uma incubadora de ideais sociais. Os amigos deixaram de ser uma proteção contra o conformismo: eles se tornaram o próprio conformismo.

28 de mar. de 2011

Mais sobre o umbigo

Sem dúvida, falar do umbigo, além de falar da preguiça, também é falar do egocentrismo.

E uma ótica individualista é, de per si, míope, estreita, restrita.

Por outro lado, só a communio vem a ser o método educativo apropriado para construir um pensamento que ame a verdade onde quer que ela se encontre. Amar a verdade e manter-se fiel a ela é mais fácil quando realizado em comunidade.

Visto que tem faltado — inclusive aos cristãos — uma nova paixão pessoal e comunitária pela verdade, a amizade constitui-se no grande remédio para nossos tempos fragmentados.

Quem tem amigos verdadeiros, os tem muitos. E cada amizade agrega aspectos diversos que nos abrem para o mundo e enriquecem.

Três exigências de uma verdadeira amizade

I. Abrir-se
1) Olhar às pessoas à nossa volta.
2) Falar de assuntos pessoais.
3) Não ser nem esfinge nem múmia.

II. Gastar tempo com os outros
4) Sair com os amigos.
5) Convidar para uma visita em nossa casa.

III. Compromisso e sacrifício
6) Corrigir seus desvios.
7) Ajudar nas batalhas da vida.

7 de fev. de 2011

Amizade democrática

Esta é a parte
1 | 2 | 3 | 4

Como vimos anteriormente, ao longo dos tempos o ideal clássico da amizade foi posto em xeque: pelos compromissos de parentesco da Antiguidade; pelas obrigações da suserania medieval; por certo compadrio cristão; e pela vida blasé capitalista.

A consolidação da democracia enquanto ideologia igualitária foi outro fator que, na história recente, também veio a minar a amizade. Mais do que sujeitos, somos cidadãos, diretamente unidos entre nós, sem a mediação de um monarca, porém emocionalmente cegos uns aos outros.

Mônodas políticas, moléculas efêmeras

De algum modo, o nacionalismo agregaria os cidadãos dispersos. De forma mais particular, a “fraternidade” nascida da Revolução Francesa desempenharia tal papel. Não obstante, tanto Wordsworth, na Inglaterra, quanto Whitman, na America, vieram a fazer da “amizade universal” o fulcro de suas ideias democráticas. Para a mãe do feminismo, Mary Wollstonecraft, amizade romântica é a chave para a democracia doméstica e a renegociação sexual.

Daí que a amizade se tenha tornado uma peculiaridade das relações modernas. Igualitarismo, livre escolha e individualismo, três atitudes tão metidas na cultura atual, encontram na amizade uma forma de expandir-se: amigo a gente escolhe, parente a gente aguenta.

Ora, entre amigos não há hierarquia nem contrapartidas. Entre amigos não há contrato, coisa que parece contaminar o próprio matrimônio. Não se pode programar a amizade, definir momentos, formalizar intenções.

Amigos, “a família que eu escolho”

A crueza do anonimato da sociedade industrializada e do desenraizamento urbano em cidades cujas casas são “máquinas de morar” encontra uma válvula de escape na amizade. O trauma da mobilidade acadêmica e da instabilidade profissional, da brecha aberta nas famílias pela chaga divorcista e da “orfandade de pais vivos” procura igualmente na amizade seu consolo. E quando os casamentos são fluidos, a amizade parece prometer solidez.

Mas o ideal clássico da amizade faliu inevitavelmente, pois a ideia de uma “cara metade”, de um único amigo verdadeiro, desapareceu. Temos nossos “melhores amigos”, mas talvez falte “o amigo de verdade”. Além disso, falar de “melhor amigo para sempre” parece soar a homossexualismo para a cultura freudiana.

Carestia de virtude

Do ponto de vista moral, a mútua ligação entre os amigos dentro do ideal clássico era construída pelo pacto da virtude. Faltando esta, faltará a amizade. Amizade não é terapia nem consolo; é compromisso e sacrifício. Amizade não é entretenimento nem diversão; é comunhão e lealdade.

Com a generalização da amizade e a perda de força do ideal clássico, nasceu algo novo: a amizade coletiva. O círculo de amigos pode ser boêmio, artístico, transgressivo; ou seja: é uma sociedade alternativa, uma tentativa de refúgio contra os valores de um mundo velho e falido.

29 de ago. de 2010

Amigo especial, único, ímpar, singular

Esta é a parte
1 | 2 | 3 | 4

Sejam numerosos os que te saúdam,
mas teu conselheiro, um entre mil.
(Eclo 6,6)

Amizade na Antiguidade

O mundo antigo era organizado por relações de parentesco e soberania. Por isso, as afinidades escolhidas espontaneamente eram coisa excepcional e tida, inclusive, como subersiva: Davi amava Jônatas apesar da resistência de Saul; Aquiles era mais sensível à sina de Pátroclo do que à causa grega.

Tanto para Aristóteles quanto Cícero, a amizade era um chamamento elevado que exigia qualidades extraordinárias de caráter, virtudes sólidas, desejo do bem. Como a amizade fosse vista igual ou superior ao matrimônio, sua expressão muitas vezes alcançava intensidade erótica. Por exemplo, fez-se famoso o Cântico do Arco, em que Davi afirma ter sido o amor de Jônatas “mais caro que o amor das mulheres” (2Sm 1,26).

Interpretações ligeiras e ideológicas procuraram aí uma justificativa para a patologia homossexual. Contudo, embora amigos como Aquiles e Pátroclo não pudessem viver separados, a ponto de dividir a mesma tenda, era com concubinas que dividiam suas camas.

Amizade no Medievo

O advento do Cristianismo eclipsou o ideal clássico da amizade ao transferir a dedicação do coração para o Deus Encarnado, para o amor a Jesus Cristo. Depois, com o surgimento do monaquismo, as “amizades particulares” seriam vistas como perigosas para a coesão da comunidade monástica.

Na sociedade medieval, a amizade revestiu-se de específicas expectativas e obrigações, muitas vezes formalizadas com juramentos: suseranos e vassalos empregavam o mesmo jargão da amizade nas suas relações. Mais especificamente nas sociedades católicas, o compadrio funcionou para estabelecer alianças entre famílias, às vezes mais do que entre afilhados e padrinhos, a ponto de compadre se ter virado sinônimo de amigo.

Amizade depois da Renascença

A noção clássica de amizade foi restaurada na Renascença, ao lado de outras formas antigas de sentimento. A virtuosidade das relações de amizade voltou a ser colocada acima de tudo: do matrimônio, da união sexual, até da paternidade. Afinal, a amizade não seria pautada pelo critério do interesse ou da necessidade: sobressairia diante do oportunismo por ser algo raro. Eis o pano de fundo para personagens como Horácio, de Shakespeare, e Sancho Pança, de Cervantes.

Este estado de coisas perdurou durante o Romantismo. Famosos amigos românticos foram Goethe e Schiller, Byron e Shelley, Emerson e Thoreau, entre outros. Mas o desenvolvimento da sociedade comercial fez com que tal ideal perdesse espaço novamente. David Hume e Adam Smith apontarão como o capitalismo tornou impessoais as relações comerciais, relegando as afinidades para a esfera privada: na vida econômica, contam pouco os vizinhos, os companheiros de paróquia, os colegas de escola e trabalho, os pais dos amigos dos filhos, os concidadãos, etc.

Somos o que escolhemos ser para os outros durante o tempo das nossas escolhas, nesta sociedade blasé.

19 de ago. de 2010

Não tenho amigos☹ Você quer ser meu amigo?☺


Amizade hoje é tudo e é nada. Apaixonados querem se considerar amigos, cônjuges idem, pais e filhos igualmente. Toda sorte de autoridade (acadêmica, civil, militar, eclesiástica, condominial, etc.) tenta legitimar-se afetando amizade.

Por outro lado, é recorrente escutar críticas à recém-surgida amizade virtual através das redes sociais. Relegada aos monitores, a amizade parece ter se tornado uma mera distração. Do tamanho de um tweet, aparenta carecer de conteúdo; multiplicada à cifra de 547 “seguidores”, indica ter se diluído a ponto de ser apenas uma tênue ligação.

Prefiro tecer observações mais otimistas quanto às redes sociais. Indubitavelmente, as conexões criadas foram — por erro — chamadas de “amizade”, mas de fato representam contatos entre pessoas e facilitam sobremaneira a comunicação.

A artificialidade do contato pode ser grande e acelerar a fragmentação, sem que, por isso, o instrumento midiático deva ser considerado o culpado dessa recente fragilidade das relações humanas.

Ainda que o fenômeno seja anterior ao advento desses instrumentos virtuais, a questão é que ser amigo “de todos” induz a descuidar a amizade “com cada um”.

Na Antiguidade, a amizade representava um valor especial, raro por assim dizer. Aquiles e Pátroclo, Davi e Jônatas, Virgílio e Euríalo. “Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro”, sentencia o Sirácida (6,14b): longe de ser ordinária e universal, a amizade verdadeira é uma conquista árdua.


Esta é a parte
1 | 2 | 3 | 4

28 de abr. de 2010

A mais básica paixão

Esta postagem é a segunda de um estudo mais completo.

Tipos de amor

O amor é o princípio de todo o dinamismo passional, sem o qual não há outra paixão. Por isso, a piedade é o remédio para toda doença do coração.

Embora sendo o ponto de arranque de toda a dinâmica afetiva, no homem o amor se entende como movimento da vontade, causado pelo bem apetecível. Ainda que a vontade se mova a partir do conhecimento do que é desejável, a perfeição do amor não exige que se conheça o bem perfeitamente.

O amor racional chama-se propriamente dileção (“eleger entre dois”). De qualquer jeito, o ato de dileção também redunda na atração afetiva pelo bem conhecido.

Amar é querer o bem para alguém. Amor de concupiscência é amor do bem que se quer para o outro ou para si. Amor de amizade é o amor que se tem pelo outro em si mesmo. Aquele é relativo; esse, absoluto.

O teólogo sueco luterano Anders Nygren (1890-1978) consagrou a distinção entre eros e agape, reservando este último para o verdadeiro amor cristão. A distinção foi acolhida por Bento XVI com ressalvas. Com efeito, o Papa ensinou em sua primeira Encíclica que tanto eros quanto agape são aspectos do mesmo amor divino.

Efeitos do amor

Os efeitos do amor são: manter-se na presença de quem se ama, buscar o relacionamento e a tender à união.

A primeira união afetiva é a busca da presença como conveniente e pertencente a si. A segunda união é o próprio amor enquanto vínculo. A terceira união é a reciprocidade, só possível no amor de amizade.

O objeto do amor está presente no amante enquanto mora na sua inteligência e na sua memória. Igualmente está presente enquanto o amante se deleita em sua presença ou o deseja na ausência.

O amante também está presente no objeto do seu amor quando o possui perfeitamente ou assume como próprios tanto seus males quanto seus bens.

5 de jan. de 2010

Conhecidos e inimigos, amigos e desconhecidos


Relações sem afeição versus “amizade” com desconhecidos. Curiosa esquizofrenia tão comum entre as pessoas de todos os tempos. Os que hoje aliviam a solidão nas mídias sociais são os mesmos que há 50 anos xingavam aos berros a esposa em casa, mas atendiam suavemente a um desconhecido ao telefone.

O homem vive de dicotomias. Tudo é oito ou oitenta. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra! Dizem que, nas conversas, os japoneses não conseguem ser tão bipartidários quanto os brasileiros: aqui sempre criamos altercações por qualquer coisa, assumindo uma opinião só por ser contrária ou a favor. Os orientais procuraram a conciliação, a linha média.

É óbvio que, em ambos os casos, pode-se faltar à verdade: muitos de nós altercamos sem refletir e muitos dos que sempre buscam conciliar são covardes irenistas.

O cristianismo é a religião do E, não é a religião do OU. Compõe sem negar a diversidade. Unifica sem uniformizar. Vide a Trindade (um Deus em três Pessoas), a Encarnação (uma Pessoa em duas naturezas),  a Igreja (povo santo e pecador). Os radicais de todos os tempos puxam um dos lados da corda. Os preguiçosos de plantão resolvem o problema cortando a corda.

Falando de esquizofrenias, ouvi um funk no outro dia. (Tocava na Uruguaiana, não ouço esse lixo. Só ouço http://www.funkcomolegusta.com/.) Era dos Hawaianos, o funk Um pente é pente. A letra desmiolada dizia:
Traição é traição, 
romance é romance,
amor é amor,
e um lance é um lance .

Ora, será que o matrimônio ainda é matrimônio? Dizem por aí que é:
1) um assunto privado;
2) um projeto individual sem relação com o tecido social;
3) a conquista de uma satisfação pessoal.

Claro está que o matrimônio é privado, mas também é público; que é projeto individual, mas também afeta o bem comum; que é satisfação, mas também é tarefa.

De todas as esquizofrenias, talvez esta seja a que mais deve ser combatida hoje. É preciso proclamar diariamente a beleza, a bondade e a verdade do casamento. Através de caminhos ordinários e heroicos, de momentos bons e maus, o amor conjugal é um testemunho da benção do Criador.

Mas esse coração!… Coração de chiclete grudento, de barro poroso, de pedra dura… pescador, beija-flor… Não é fácil conter esse cavalo bravo transmutante! Senão, as convicções se diluem, as pontas da corda se afastam, os joelhos se chocam, caímos de bruços.

well my grandpa says commitment is the key to love
fifty years of sometimes twilight, sometimes dawn
he says there were the years he wasn’t sure about
but the love he chose was worth the pressing on
well I’m a river’s flow, some days I’m fast some days I’m slow
I think Grandpa could be right, he could be right
some days I fill the edges, then I’m shallow and pretentious
it all depends upon the rain I got that night
I should never base my faith upon my sight
(Alli Rogers, Closer to the Moon)

28 de set. de 2009

Princesas de arromba


PRIMEIRO, eu tinha lido o livro autobiográfico da princesa italiana Alessandra Borghese. Impressiona sua sinceridade e sensibilidade, ainda mais levando em conta o ambiente por onde ela circula, nada favorável a alguém que dê uma guinada tão radical na vida (leia o livro para saber mais!).

A obra é bastante variada. Traz desde doces memórias de infância a duras cenas como o suicídio do noivo; de considerações sobre a arte até impressões acerca de sentimentos religiosos. A parte que mais me atraiu foi a da malandragem da sua amiga (Glorinha TNT) para reaproximá-la da fé durante uns dias nababescos em seu castelo.

SEGUNDO, quando souberam que eu estava lendo o livro da Borghese, me enviaram a história da Gloria, Princesa de Thurn and Taxis (a ilustre dama da foto ao lado), que tinha sido publicada na revista Vanity Fair (leia lá!).

Nunca tinha pensado que leria essa revista até esse momento, e desde então decidi nunca mais voltar a ler. Mas valeu a pena, pois a reportagem me serviu de bom complemento para o livro em questão.

A história das duas princesas — Alessandra e Gloria — é, de fato, surpreendente. A maioria de nós nem imagina que possa haver gente assim, que passe por experiências tão peculiares e que, acima de tudo, consiga refazer a própria vida com audácia, sem perder a humildade.

*****
Este vídeo é da filha da Glória TNT:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...