4 de set de 2009

Sécuritaire, identitaire, taire


Os últimos anos foram marcados pela crise das utopias, pela conformada apatia das novas gerações e pela oculta insatisfação geral com a agenda niilista.


Liberdade, o belo e amado termo — que incrivelmente nos começa a soar anacrônico — parece chegar a seu ocaso.

Com efeito, onde fica a liberdade com a atual mania securitária (délire sécuritaire)?

Que será da liberdade com a obsessão igualitária (hystérie égalitaire)?

Como será preservada a liberdade diante do pânico pela cultura identitária (phobie identitaire)?

— Todas essas patologias terminam em taire ("cala-te").

Os ideais iluministas produziram o contrário do efeito desejado. A razão tornou-se prisioneira. A opinião, policiada. A convicção, extirpada.

Você consegue circular sem se proteger?
Você consegue não cair no igualitarismo politicamente correto?
Você consegue ter convicções sem ser tachado de intolerante?
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