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11 de dez. de 2012

O que importa agora

Muitas coisas que
não nos atrevemos a fazer,
porque nos parecem difíceis,
na realidade são difíceis
porque não nos atrevemos.
(Lucio Anneo Seneca)

Valores

O mundo perdeu a confiança, a esperança e as estribeiras.

Chegou a hora de um verdadeiro renascimento moral.

Inovação

Todos querem inovar, mas a retórica da inovação é mais forte que a inovação de verdade.

Passou a época das promessas, chegou o momento da realidade.

Adaptabilidade

É preciso mudar o modo como mudam as coisas. Até então, só as crises provocam mudanças. Mas quem disse que tem de ser assim?

As melhores transformações são as buscadas, combinadas e programadas.

Paixão

O descontentamento com o status quo é a chave da criação.

Urge recuperar a iniciativa e a criatividade.

Ideologia

O controle e a burocracia sufocam.

A melhor ideologia é a que prima pela transparência e pela liberdade.

15 de nov. de 2011

Sete jeitos de ganhar experiência


A sabedoria é como um conhecimento de que se “degusta o sabor”; um conhecimento do qual se vive, pois não é mera erudição. É como um amor que se possui, não platônico como o de Dom Quixote.

Ninguém guarda um conhecimento que não lhe toca, agrada, atiça ou consola. Por isso são inócuos tantos cursos de inglês, ou se esquecem os nomes dos ministros enquanto ficam impressos na memória os personagens de Guerra nas Estrelas.

Um bom caminho para a sabedoria é entesourar experiência. Pensei em sete formas de fazer isso.



1. Fareje o sentido das coisas. Até o nonsense tem sua lógica!





2. Aceite as injustiças. O melhor conhecimento é o moral. Não há lógica que o explique!




3. Reconheça suas melhoras. Mesmo que sejam ridículas! Conquistas pequenas conduzem a grandes vitórias.






4. Sistematize o aprendizado. Fazer listas ajuda muito a pensar.





5. Sistematize a prática. Nada é tão prático quanto uma boa teoria.









6. Não exagere. Afinal, a experiência é um pente que a vida nos dá quando ficamos carecas. Muita coisa se resolve com feeling.



7. Aproveite os erros. Muitas vezes eles são a solução perfeita.


17 de out. de 2011

Treze razões para fazer listas










Aprendi com http://hellomynameisblog.com/ que há muitos motivos para fazer listas. Cito algumas:

1. Fáceis de ler e de escrever.

2. Legais de ler e escrever.

3. Facilitam a memorização, a catalogação, a organização.

4. São palatáveis, potáveis, água para as pílulas da vida.

5. Reúnem, harmonizam, hierarquizam (não necessariamente).

6. Traduzem grandes ideias em assuntos miúdos.

7. Num mundo de flashes, são um clip intelectual.

8. São escritas até por quem não sabe escrever.

9. São reaproveitáveis, recicláveis, reutilizáveis.

10. Servem de brainstorming, cristalizam ideias, conectam sacadas, criam padrões.

11. Aguçam o cérebro, ampliam o foco.

12. Enganam o freguês. Já pensou se essa postagem se chamasse apenas “Razões para fazer listas”?

13. Você leu isso aqui.

Daí criei um novo Prendedor de página para este blogue: checklist.

9 de nov. de 2010

Seis ingredientes para virar um monstro


Expanda-se

Democratize, interprete, traduza, vulgarize. Não basta entender: é preciso explicar. Os espertos dão o primeiro passo; os intelectuais, o último.

Seja um predador de conhecimento, seja fatal na leitura, seja cabal nas palavras, seja faminto de mente.

Advogue sem OAB

Defenda sua praia como se fosse Iwo Jima, ou sua mãe na forca.

Tenha um entusiasmo infeccioso, valorize qualquer bobeira de qualquer bobão, faça o mundo depender do seu propósito.

Estoure a boca do balão

Declare guerra à mediocridade. Aponte para as estrelas, amplie a distância, estoure os tímpanos adormecidos.

Distribua petecas e batatas quentes, distribua as pessoas, convoque-as, conte com elas.

Deprede

Transforme. Carbonize todo o traste à sua volta. Liquide o inútil. Gere sacos de lixo. Quebre as regras.

O que parece simplório não é fácil: para derrubar uma parede é preciso carregar o peso da marreta.

Cause frisson

Faça história. Abale corações. Escreva em pedra. Plante cedros. Descubra um planeta.

Modifique, combine, justaponha, gire: há muito que mexer no quebra-cabeça da vida. Invente hipogrifos e dinossauros, resminguelas e pavões misteriosos.

Imprima-se nas retinas

Encarne o exemplo. Seja o perfil. Protagonize. Concretize, solidifique.

Forje seu caráter, modele seu temperamento. Vista sua ideia. Realize seu ideal. Torne-o visível.

*****

Só me responda o seguinte: como você quer ser lembrado?

30 de jun. de 2010

Pegue uma carona de tandem jegue

”Tandem
Era a hora de Gaudério Tareco fazer vestibular. Ainda por cima, queria escapar do exército, receber a habilitação sem pagar propina e tirar o título de eleitor sem ser convocado por um técnico judiciário simplório a servir nas próximas inúteis eleições.

As três últimas empreitadas estavam além das suas capacidades, já que diante da burocracia estatal sua vontade não conta, sua inteligência é dispensada e sua palavra é desacreditada.

Quanto ao vestibular, este sim! Seria apenas Gaudério Tareco contra si mesmo! Basta-lhe estudar com seriedade e aprender os bizus do concurso que será possível fazer uma boa carreira. Mas qual? Gaudério não se decidia!

Às vezes a melhor escolha é parar de escolher. Nosso herói precisava dar quatro passos:

1. Descobrir em quê ele era bom o suficiente

Ter pendor para muitas coisas é normal. Difícil é diferenciar-se em  algo, pois demanda tempo, formação e treinamento.

O pendor casa com o diferencial quando se vislumbra o sucesso pelo exercício de uma capacidade.

2. Encontrar seus próprios padrões

Ter padrões pessoais altos deve bastar, posto que se sofra cobrança alheia. O que dizem é referência, o que se quer é deferência.

Satisfazer-se com alcançar os próprios padrões é legítimo e sugere novas metas mais elevadas.

3. Não olhar além

Eis a vantagem dos temperamentos restritos: foco. Meta alcançada é patamar para um novo lance.

Muitos se inquietam preocupando-se de amanhã e desocupando-se de hoje.

4. Ter por irrelevantes as opções descartadas

Pesquisa exaustiva tem alto custo de informação. Lembrar da ex-namorada é infidelidade da memória. Relativizar o que se tem entre mãos é matar a mínguas a galinha dos ovos de ouro.

O que foi descartado se reutiliza reciclado. Viver de entulho é carnavalizar a vida.

****

Não adiantou. Gaudério serviu exército, tomou pau na prova de direção e virou mesário de uma eleição em que os candidatos deveriam estar presos por improbidade administrativa, negação pertinaz da verdade e incapacidade intelectual.

Enquanto não decide o que fará no vestibular, resolveu trabalhar de taxista nas horas vagas, usando como veículo seu tandem jegue.

Ajude Gaudério Tareco a tirar sua dúvida: como você escolheu seu caminho na vida?

26 de jun. de 2010

Quatro passos para não ser um toshiba

Tenho um grande amigo que gosta de alertar para o perigo de nos tornarmos “toshibas”, isto é, robotizados pelo estilo de vida atual e por sua mentalidade tecnocrática.

De fato, a tecnologia nos acelera a ponto de nos colocar em rota de colisão com a esposa, os pais, os amigos, os sócios, os filhos, com todo mundo. A competição satura a atenção por pormenores nímios. O medo de errar valoriza ninharias e causa miopias.

Mas ser pessoa não é uma técnica. Porque sonhar, arriscar, errar e emocionar-se estão para além de todo controle. Nenhum robô faz isso, mas você pode fazer!

Construa os alicerces da sua fantasia

Não tenha hobbies, tenha interesses: esses dão lucro; aqueles, prejuízo. Defina, delineie, desenhe seus ideais. Aguce, precise, estabeleça seu pensamento. Depois, faça da sua vida uma constante demonstração da eficácia das suas ideias.

Sonhos verdadeiros são passíveis de descrição detalhada e reconhecimento público. Mas algo interessante não quer dizer algo útil, como algo original não quer dizer algo prático.

Por isso, se sua ideia é ótima, mas você está sem disposição, você perdeu. Se sua ideia é conveniente, mas você a odeia, você perdeu. Se você for apaixonado por sua ideia, mas ela é inviável, você perdeu.

Sensibilidade espontânea em vez de espontaneidade insensível

Rasgue seus scripts, políticas, manuais, respostas automáticas e soluções pré-definidas. Improvise.

Simultaneamente, seja sensível: as pessoas necessitam ser valorizadas, atendidas, afirmadas, apreciadas, respeitadas, reconhecidas, lembradas, levadas a sério, envolvidas em projetos.

Não sacrifique a sensibilidade pela pressa. Tempo psicológico é definitivo. Tempo cronológico passa. As pessoas ficam, os planos vão.

Pequenos erros, grandes sucessos

Entre para o clube privado dos imperfeitos. O it da imperfeição comprova que você é terráqueo. Pequenos insucessos não queimam seu filme, pois tudo que é pequeno é aceitável. Erros acontecem: aceite-os, afirme-os, reconheça-os, corrija-os.

Mas erros de elefante são noticiados por todos. Sugiro errar pouco e em pequenas coisas. Contudo, se a falha foi estrondosa, não aumente a liquidez chorando sobre o leite derramado. Pelo contrário, transforme o revés mais pitoresco numa saída memorável. Mas faça isso de forma inesperada, bem pensada, divertida. As pessoas falarão a respeito, pois levantar-se das quedas também faz parte da exemplaridade.

O afeto causa o efeito

Não deixe as emoções no banco de trás. Areje o ambiente primeiro. Arrume-o depois.

Atenda às necessidades emocionais das pessoas antes de resolver suas questões. Do contrário, não serão receptivos às ajudas, não se considerarão ouvidas e não irão embora animadas. Você será humano não por sobressair às pessoas, mas por se identificar com elas. Pessoa é relação.

Aumente exponencialmente seus relacionamentos, desde e-mails, tweets, telefonemas, almoços, encontros, conversas, etc. A lealdade cresce com essa amplificação. Quanto mais relacionamento, mais você será perdoado, mais será querido, mais atrairá. A confiança cresce com impressões repetidas.

*****

Deixe eu lhe perguntar: você começou sua construção pelo alicerce?

2 de jun. de 2010

Dar sentido à paixão

Paixão sem propósito equivale a um tiro sem mira. Sem um porquê, a paixão não passa de um fogo que tosta você e tudo o mais que está à sua volta.

“Paixão” vem do latim passio, “sofrer”. Ora, se é para sofrer, você deve se perguntar: Pelo que quero sofrer? O que vai me fazer sofrer se eu não o fizer?

Propósito e paixão se encontram na resposta a essas perguntas.

A segunda indagação — O que me fará sofrer se eu não o realizar? — tem a peculiaridade de tornar evidentes os parasitas da nossa felicidade: coisas a que nos apegamos, paixões inúteis cuja ausência deflagra uma crise de abstinência despropositada.

A primeira, porém, é uma declaração de maturidade. Pelo quê vale a pena sofrer? — Conclama os brios para a consecução de grandes metas, cujos frutos são tão custosos quanto mais valiosos.

Paixão sem sentido não é paixão: é paralisia moral, fragmentação da vontade, cegueira intencional.

Diga para mim: Você está apaixonado por seus propósitos?
Pelo menos quer se apaixonar por eles?

7 de mai. de 2010

Gente™, versão Beta


A CiaCalma, Beth! de humor e Stand Up Comedy, de uns amigos de Porto Alegre (@CamilaSalvatti, @CarolMoralles e @DomIsidro) saiu com essa: existem pessoas como versões de programas: Trial, Demo e Freeware. Cada um serve pra uma coisa.

Sem entrar no mérito da exaustibilidade da lista, vale a pena — só porque é uma lista — tentar imaginar em que categoria nos enquadramos, assim como os nossos amigos.

As listas são úteis por várias razões: 1) Fáceis de ler. 2) Fáceis de escrever. 3) Engraçadas de escrever. 4) Fáceis de memorizar. 5) Eficientes para transmitir ideias. 6) Forçam a clarificar o pensamento. ET CÆTERA (se quiser o resto das 43 razões, deixe seu e-mail que lhe mando de graça).

Por exemplo, lista de oito perfis femininos:

1) Fútil: dá sinal verde, amarelo, vermelho, ora para este, ora para aquele e para o outro, e ao revés; mas não busca relacionamentos de forma sistemática: vai ao sabor dos sentimentos.
2) Oferecida: tenta minar a resistência de quem não cede às suas investidas, teoriza acerca da liberdade frente aos compromissos e assume sem pejo uma postura libertina.
3) Cicatrizada: tem ideias, é cordial, sensível, responsável, agradecida, reservada, mas se submete a coisas que não deveria.
4) Madurona: fala o que pensa, brinca de ser ousada mas reconhece os limites próprios e alheios.
5) Gata: sabe que é bonita, vale-se disso, faz charme de acanhada, é vaidosa, mas muitas vezes sente-se triste e vazia.
6) Mãezona: manifesta apreço, tem graça, é sossegada, gosta de ensinar.
7) Romântica: chora, alegra-se, é exigente, reclama, esperneia, desmonta, é curiosa.
8) Balanceada: aceita que a feminilidade difira da masculinidade, é dinâmica, atenciosa, brincalhona, estudiosa, batalhadora, cuida da aparência, lê nas entrelinhas, sabe esperar, respeita o ritmo do outro e até se considera burrinha.

Está vendo só como você ficou lendo tudo até à exaustão? Portanto, as listas são boas!

Feita a digressão, pensemos nos cinco tipos informáticos de pessoas:

1) Demo: pessoa pela metade. Bonita, mas burra; inteligente, mas muda; fotogênica, mas fedorenta. Seu objetivo é ser avaliada e sair-se bem. Parece satisfazer a todos, mas ninguém quer.
2) Trial: pessoa iogurte: tem prazo de validade. Legal como um sanduíche na bandeja da lanchonete que ficará rançoso dali a dez minutos. O prazo de validade estoura aos quinze minutos de conversa.
3) Shareware: pessoa travada. Até que é simpática, amiga, serviçal, divertida. Mas aí toca o celular, chega o namorado, chama o chefe, aparece a mãe. Para piorar, fica dando alertas: “ele vai chegar, vão ligar, estou atrasada!”. Solução? A solução é partir para a pirataria e quebrar a proteção.
4) Adware: pessoa interesseira e espertinha. Depois de um papo amigável, automaticamente mostra ou faz propaganda de algo. Amway, Tahitian Noni, Avon, etc.
5) Freeware: são as melhores!

Mas, cá entre nós, bom mesmo é quando vêm com atualização automática: gente que sempre evolui!

19 de abr. de 2010

Fluxo midiático: duas formas de encarar e cinco de surfar

Difícil explicar como me embrenhei nesse mato das redes sociais, feeds e adjacências. Útil contar as experiências adquiridas. Pedagógico compartilhar as preocupações.

Dois princípios de atuação

1. Onipresença virtual: parti do pressuposto de que o mais importante é que encontrem você com facilidade. A menos que você queira se esconder ou goste de publicar coisas comprometedoras (CPF, hora que vai no banco, etc.). Nesse sentido, qual seria o problema em ter conta em vários serviços, mesmo que não os utilize? São gratuitos e a maioria avisa as interações por e-mail. Tenho amigos que só usam Orkut (que eu desgosto e não mexo) e outros que só usam Facebook (que aprendi a gostar). Alguns desses amigos não respondem a e-mails. Além disso, garanto dessa forma a exclusividade do meu apelido (que tenho a sorte de que seja curto e original: @narajr).

2. Convergência digital: isso me deu um certo trabalho para montar, mas a integração das principais redes me permite concentrar a produção no blog e os insumos nos feeds, vindo o Twitter a ser um intermediário público e o Facebook, um intermediário privado. Assim, compartilho os feeds de que gostei e twitto algumas ideias que escreverei, sem precisar abrir janelas ou gastar muito tempo.

Adoro compartilhar minhas descobertas e aprender das conquistas alheias. Acho que assim me tornei um conector e conheci bastante gente.

Inconvenientes? Os mesmos da vida de um carteiro. Os honestos desconhecem o conteúdo das cartas. Os espertos seduzem as destinatárias dos remetentes.

Esta é uma frustração minha: raras sãos as pessoas com quem é possível manter um diálogo elevado. Quando isso é possível, são mulheres. 95% dos homens são ogros superficiais ou repetidores mudos. Na Internet, é mais fácil conseguir namoradas do que amigos, tornando-me, em seguida, vítima em casa de crime passional.

Cinco formas de não se afogar nas ondas das redes sociais

1. Tenha horário fixo para suas responsabilidades e pendências. Não permita que as redes sociais quebrem os diques.

2. Rechace, delegue ou, na pior das hipóteses, postergue os pequenos favores que lhe peçam: aquele link maneiro, aquela foto perdida, o tal arquivo imprescindível, o artigo fundamental.

3. Pesquise e colha dados (em sites e feeds) em horário fixo e compartimentado, simultaneamente ignorando e-mails, tweets, scraps e assemelhados.

4. Faça uma escala para as marés altas. Nessas horas deixe fluir a reatividade: escreva tweets, responda as mensagens, reencaminhe as novidades. Mas lembre-se: maré não é tsunami.

5. Reduza o controle supérfluo do fluxo. Se feito com frequência, é um trabalho inútil e denota insegurança. Basta ler um relatório automático mensal do seu blog feito pelo Google Analytics ou fazer uma faxina do seu Twitter de vez em quando.

10 de fev. de 2010

Tenha ideias, tenha estilo


I. IDEIAS

Iniciativa não é só para março e agosto, mas sempre.

Saia da vitrine: não seja a incômoda cadeira de antiquário.

Arquitete seu futuro.

Burile sua singularidade.

Biografe sua evolução.

Divulgue sua rebeldia.

Abrace as crises.

Edite sua nova atitude.

Recepcione seus propósitos cumpridos.

Cutuque as pessoas, para que respondam.

Não sabe o que é isso? Então me mande um e-mail com suas dúvidas (não cobrarei, fique tranquilo).

Desafio você a fazer toda essa loucura durante uma semana. Depois me conte como foi.

Deixe um comentário com com suas duas melhores técnicas de criatividade.

II. ESTILO

Seja parco, fale menos, examine e espere.

Desprenda-se, assuma riscos, demonstre gratidão.

Inspire — valorize — elogie — apaixone.

O quê? Por quê? Como?

Seja constante, recicle, reindexe.

Tenha honra, mas conserve a fragilidade, que é sinal de humanidade.

Cause distúrbio. Dê ouro. Desperte interesse.

Esperteza — penetração — perigo — provocação.

9 de nov. de 2009

13 experiências de como blogar


Ao cabo de 99 postagens, concluí que é bom:


1- Interagir com o leitor, disponibilizar o próprio e-mail.


2- Se for viajar, avisar, deixar a escala da viagem, manter a coisa viva com algum futuretweet.


3- Divulgar e distribuir material, links e dicas, lições da experiência.


4- Chegar a 1000 palavras por postagem no máximo.


5- Escrever sobre o que perguntam.


6- Ter solidez, conteúdo, força.


7- Escrever séries e apresentar listas (e pôr números no título).


8- Facilitar o encaminhamento e o compartilhamento.


9- Sempre linkar as fontes.


10- Captar a atenção em quatro linhas, mesmo que seja necessário fazer um apólogo (“hoje quem escreve é meu cachorro e ele disse tal, tal, tal”).


11- Ter claro o core business do blog.


12- Escrever como falo, com simplicidade, induzindo comentários.


13- Citar pessoas próximas.


Você tem outras experiências?

6 de nov. de 2009

Sete facetas da arte de escrever


1. Lembra aquelas ideias que você discute apaixonadamente? Pois o ardor faz queimar o papel mais facilmente: APROVEITE a paixão.


2. Você escreve para quem? Para os outros ou para você mesmo? IDEALIZE seu leitor.


3. Você escreve sobre o que você sabe? Mas sobre TUDO o que você sabe, mesmo que não tenha importância?


4. Você escreve como você mesmo ou como um escritor anônimo? Não copie, apenas IMITE.


5. Quanto tempo você leva para escrever? Nunca será tempo perdido. A rapidez virá com o TEMPO.


6. Você é constante num plano de escrita? Sempre vence o CONSTANTE; às vezes, o brilhante.


7. O que você escreveu hoje? Nada? Então não foi a mão que travou, foi o CÉREBRO que parou.


Você me ajuda a completar o poliedro?

5 de nov. de 2009

Cinco dicas do criador do Twitter

Só do começo da palestra do Biz Stone no Brasil, retive o seguinte:


1- Ficar atento aos projetos laterais que aparecem na vida.


2- Para isso, tentar ter visão de artista, não de engenheiro.


3- O humor faz fluir a comunicação, pois ela anda sem que se perceba.


4- O humor dá a chave de acesso à verdade.


5- Unir ao gosto pelas mensagens instantâneas o interesse por difundir informação (não só ouvir, mas também falar).

18 de set. de 2009

Três modos de superar baixa performance

Quando você não produz, tem de se perguntar:


Preciso de aprendizado adicional?
1. Habilitar-me em novas áreas de proficiência.
2. Dar um salto de qualidade nas áreas em que me atrapalho.
3. Dominar definitivamente um aspecto particular da minha função.


Estou desmotivado?
1. Transformar em organização a aflição com as demandas conflitantes.
2. Transformar em desafio a falta de trabalhos estimulantes.
3. Transformar em troca de impressões minha eventual falta de orientação.
4. Transformar em preocupação pelos outros a aparente falta de reconhecimento do meu trabalho. 


Estou disperso?
1. Dormir, fazer esporte, curar de vez alguma doença, respeitar a convalescença. NUNCA ESQUECER: descansar é mudar de atividade, não é não fazer nada.
2. Resolver os problemas pessoais sem agredir ninguém.
3. Resolver de forma prudente e sincera as pressões financeiras.


Mas lembre-se: valemos pelo que somos, não pelo que fazemos.

28 de ago. de 2009

Cinco dicas polêmicas para apresentações com projetor


Confesso que tento, me esforço, me empenho. As dicas abaixo as considero, pessoalmente, que seriam o ideal para uma apresentação. Ainda não cheguei lá, mas continuo tentando. Reconheço que tem gente que se revolta com elas.

1) Não olhar mais do que 5 segundos para o slide. Se você precisa olhar para a o slide mais do que isso, é que há excesso de informação, mesmo para você que é o palestrante!

2) Não usar textos com mais de 10 palavras por slide. Utilize principalmente imagens.

3) Não usar fonte menor que 30. As pessoas não precisam ler textos durante a apresentação, só precisam apanhar e reter os tópicos.

4) Não apresentar mais do que 10 slides. O contrário seria querer dar um curso inteiro num dia só!

5) Não falar mais do que 20 minutos. (Algumas palestras minhas já levaram duas horas…)

Lembre-se: seu roteiro é o rosto dos assistentes, não a apresentação em si. Se os assistentes dormem, mau! Se os seus olhos giram, seus ouvidos se fecham. Se os ouvidos se fecham, bloqueia-se a mente. Se as mentes se bloqueiam, você perderá dinheiro.

Você gostaria de sugerir alguma outra dica? Ou saberia desmontar alguma das dicas acima?

18 de ago. de 2009

Sempre é possível escrever mais, escrever melhor

Revise regularmente seu itinerário criador
1) Detecte e redescubra as experiências e momentos que foram inspiradores.
2) Escreva as perguntas que você se fez, não fez e poderia ter feito melhor nessas ocasiões.
3) Assinale cada momento de resistência, reconheça como você se sentia, identifique os passos que você deu para superar o transe.
[PONHA ESTE EXAME POR ESCRITO]
4) Releia o exame que você tenha feito anteriormente. Alguns padrões de comportamento saltarão à vista…

Não escreva para aparecer, mas para servir
Seja um servidor da alegria, da verdade, do realismo. Fuja dos pessimistas, fakes e covardes. Impugne os que dizem estar tudo bem quando as coisas vão mal, os que veem o mundo pelas lentes distorcidas dos seus preconceitos, os que apontam a evasão como solução.

Cutuque com suas perguntas. Seja questionador. Não deixe os leitores sossegados na sua modorra.

Escreva coisas soltas para depois juntá-las e melhorá-las
As ideias nunca chegam no papel da forma que saem da cabeça. Bloqueio de escrita é bloqueio mental. O problema não é a comida, é o comensal. Escrever torna tudo melhor e mais fácil, ajuda a criar sentido, a entender o que nos ocorre e a fazer acontecer.

Escreva sobre:
1) O que você sabe.
2) Suas experiências.
3) Aquilo em que você mergulhou de cabeça.
4) O que o apaixona.
5) Sua obsessão.

Incremente indefinidamente: o que essa ideia torna possível? Um novo capítulo? Outro artigo? Uma postagem, um tweet? Toda uma linha de pensamento? Uma filosofia? (…pretensioso!)
Uma nova área de estudo? novos leitores? Um livro? Uma série?

Embale para presente
Sentido, concretude e imediatez são embrulho, durex e lacinho. Falar de sexo dos anjos ou de uma forma pedante pode nos desmerecer a atenção dos demais.

Contudo, as palavras conservam sua semântica. E nem todos são tapados. Por isso, prefiro: adejar a revoar; imarcescível a imperecível; coadunar a adaptar. Estilo, classe, domínio do idioma.

Dê um toque pessoal no que escreve: é o cartão que acompanha o presente. O que não significa escrever em primeira pessoa necessariamente. Muita isenção faz de você um robô. E com robô não se conversa!

Seja um catalizador
Dissertação, tese e obra de arte não se terminam, abandonam-se por decurso de prazo. Logo, fale muito sem querer limar até à últimíssima aresta. Assim fica espaço para o leitor trabalhar com o amontoado de ideias. Também há arte em amontoar. Faça um castelo de cartas em vez de um saco de gatos.

Diga o que todo mundo já pensa, embora melhor do que pensam que inda melhor do que verbalizariam:
1) Resuma: CONCISÃO.
2) Democratize: ESTABELEÇA OS PRINCÍPIOS.
3) Vivifique: DÊ FORÇA.
4) Personalize: PONHA TOQUE ÚNICO.
5) Harmonize: CRIE SLOGAN.
6) Facilite: TORNE PALATÁVEL E REPETÍVEL.
7) Simplifique: NÃO ERUDIÇÃO, MAS SABEDORIA.

Sou o gênio da lâmpada: faça 3 pedidos!

17 de ago. de 2009

Quatro técnicas da arte de escrever, desde as letras ao impacto, passando pelas ideias

Evite:
1) Infinitos gerúndios no lugar dos infinitivos.

2) Maquiagem à base de advérbios.

3) Erros de concordância verbal e nominal no uso do pronome de tratamento você. O pronome oblíquo LHE só se usa com verbos transitivos indiretos!

Prefira:
1) Frases curtas, de poucas orações. Que possam ser lidas numa respirada: uma unidade falada.

2) Repitir ideias, não palavras. Mas repita as ideias de forma criativa. Não basta usar sinônimos. Justaponha, acumule, surpreenda. Assim as frases ficam e são lembradas.

3) CONCISÃO.

4) Usar de no lugar de que. Isso mesmo: troque TODOS os que você conseguir por de. Vá por mim, soa muito melhor!).

Ouse:
1) Rompa os esquemas e namore a ambiguidade, o paradoxo, as alusões fora de contexto, o pensamento caótico.

2) Seja esperto. Seja penetrante. Seja perigoso. Seja provocativo. Seja instigante.

3) Estraçalhe o que é confortável. Incomode. Cause distúrbios. Custe caro. Custe ouro.

Lembre-se:
1) Tudo é massa para o pão: qualquer coisa merece ser escrita. Aprenda a olhar à sua volta.

2) Palavras: delir nunca, usar às vezes, colecionar sempre. Pense com o papel e a caneta, não com a borracha e a lixeira. Reaproveite, requente, recicle.

3) Escreva diariamente, nem que seja uma linha. Ponha na agenda, fixe na grade horária.


Uma pergunta que me fazem com frequência é como ter assunto para escrever habitualmente, sem mesmice. Que resposta você daria?

15 de ago. de 2009

Receita de bolo para você que quer escrever



Enumero nove exercícios diários que podem aguçar nossa capacidade de escrita:

1. Páginas matinais: de manhã escrevemos e lemos melhor. Naturalmente, presumo que você tenha dormido as horas necessárias, tenha tomado seu banho, escovado os dentes e feito seu desjejum!

2. Transformar (quase) tudo com que você se depara em resumos, listas, enumerações, fichamentos.

3. Ler no mínimo 15 minutos por dia. Não me refiro a jornais.

4. Pôr por escrito qualquer ideia, do modo mais conveniente: anotações, tweets, postagens, fichas, páginas, documentos. Isso supre sua eventual falta de memória e, depois, você poderá reaproveitar esse material.

5. Escrever (ou reescrever) de alguma forma suas notícias.

6. Parar para pensar em SILÊNCIO. Silêncio quer dizer que você desconectou. Pode estar um fuzuê à sua volta, mas você está desconectado. Não ligue a música. Olhe o mar. Faça oração.

7. Cultive algum tipo de arte. Marcial e culinária também servem.

8. Busque soluções peripatéticas. Pense enquanto caminha, nada, corre ou pedala sozinho. Muitas vezes a luz vem à alma quando o corpo baila.

9. Interaja. Seja gente. Veja gente. Converse com gente. Não com avatares.

Você deve estar se perguntando:
O que devo mudar na minha rotina para produzir antes, mais e melhor?
Caso tenha outras sugestões criativas, não as deixe de me mandar!
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