Tenho um grande amigo que gosta de alertar para o
perigo de nos tornarmos “toshibas”, isto é,
robotizados pelo estilo
de vida atual e por sua mentalidade tecnocrática.
De fato, a tecnologia nos acelera a ponto de nos
colocar em rota de colisão com a esposa, os pais, os amigos, os sócios, os
filhos, com todo mundo. A competição satura a atenção por pormenores nímios. O
medo de errar valoriza ninharias e causa miopias.
Mas ser pessoa não é uma técnica. Porque sonhar,
arriscar, errar e emocionar-se estão para além de todo controle. Nenhum robô
faz isso, mas você pode fazer!
Construa os alicerces da sua
fantasia
Não tenha
hobbies, tenha interesses: esses dão lucro; aqueles,
prejuízo. Defina, delineie, desenhe seus ideais. Aguce, precise, estabeleça seu
pensamento. Depois, faça da sua vida uma constante demonstração da eficácia das
suas ideias.
Sonhos verdadeiros são passíveis de descrição
detalhada e reconhecimento público. Mas algo interessante não quer dizer algo
útil, como algo original não quer dizer algo prático.
Por isso, se sua ideia é ótima, mas você está sem
disposição, você perdeu. Se sua ideia é conveniente, mas você a odeia, você
perdeu. Se você for apaixonado por sua ideia, mas ela é inviável, você perdeu.
Sensibilidade espontânea em vez de
espontaneidade insensível
Rasgue seus
scripts, políticas, manuais, respostas
automáticas e soluções pré-definidas.
Improvise.
Simultaneamente, seja sensível: as pessoas necessitam
ser valorizadas, atendidas, afirmadas, apreciadas, respeitadas, reconhecidas,
lembradas, levadas a sério, envolvidas em projetos.
Não sacrifique a sensibilidade pela pressa. Tempo
psicológico é definitivo. Tempo cronológico passa. As pessoas ficam, os planos
vão.
Pequenos erros, grandes sucessos
Entre para o clube privado dos
imperfeitos. O
it da
imperfeição comprova que você é terráqueo. Pequenos insucessos não queimam seu
filme, pois tudo que é pequeno é aceitável. Erros acontecem: aceite-os,
afirme-os, reconheça-os, corrija-os.
Mas erros de elefante são noticiados por todos. Sugiro
errar pouco e em pequenas coisas. Contudo, se a falha foi estrondosa, não
aumente a liquidez chorando sobre o leite derramado. Pelo contrário, transforme
o revés mais pitoresco numa saída memorável. Mas faça isso de forma inesperada,
bem pensada, divertida. As pessoas falarão a respeito, pois levantar-se das
quedas também faz parte da exemplaridade.
O afeto causa o efeito
Não deixe as emoções no banco de trás. Areje o
ambiente primeiro. Arrume-o depois.
Atenda às necessidades emocionais das pessoas antes de
resolver suas questões. Do contrário, não serão receptivos às ajudas, não se
considerarão ouvidas e não irão embora animadas. Você será humano não por sobressair às pessoas, mas
por se identificar com elas. Pessoa é relação.
Aumente exponencialmente seus relacionamentos, desde
e-mails, tweets, telefonemas, almoços, encontros, conversas, etc. A lealdade
cresce com essa amplificação. Quanto mais relacionamento, mais você será
perdoado, mais será querido, mais atrairá. A confiança cresce com impressões
repetidas.
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Deixe eu lhe perguntar: você começou sua construção
pelo alicerce?