26 de jun de 2010

Quatro passos para não ser um toshiba

Tenho um grande amigo que gosta de alertar para o perigo de nos tornarmos “toshibas”, isto é, robotizados pelo estilo de vida atual e por sua mentalidade tecnocrática.

De fato, a tecnologia nos acelera a ponto de nos colocar em rota de colisão com a esposa, os pais, os amigos, os sócios, os filhos, com todo mundo. A competição satura a atenção por pormenores nímios. O medo de errar valoriza ninharias e causa miopias.

Mas ser pessoa não é uma técnica. Porque sonhar, arriscar, errar e emocionar-se estão para além de todo controle. Nenhum robô faz isso, mas você pode fazer!

Construa os alicerces da sua fantasia

Não tenha hobbies, tenha interesses: esses dão lucro; aqueles, prejuízo. Defina, delineie, desenhe seus ideais. Aguce, precise, estabeleça seu pensamento. Depois, faça da sua vida uma constante demonstração da eficácia das suas ideias.

Sonhos verdadeiros são passíveis de descrição detalhada e reconhecimento público. Mas algo interessante não quer dizer algo útil, como algo original não quer dizer algo prático.

Por isso, se sua ideia é ótima, mas você está sem disposição, você perdeu. Se sua ideia é conveniente, mas você a odeia, você perdeu. Se você for apaixonado por sua ideia, mas ela é inviável, você perdeu.

Sensibilidade espontânea em vez de espontaneidade insensível

Rasgue seus scripts, políticas, manuais, respostas automáticas e soluções pré-definidas. Improvise.

Simultaneamente, seja sensível: as pessoas necessitam ser valorizadas, atendidas, afirmadas, apreciadas, respeitadas, reconhecidas, lembradas, levadas a sério, envolvidas em projetos.

Não sacrifique a sensibilidade pela pressa. Tempo psicológico é definitivo. Tempo cronológico passa. As pessoas ficam, os planos vão.

Pequenos erros, grandes sucessos

Entre para o clube privado dos imperfeitos. O it da imperfeição comprova que você é terráqueo. Pequenos insucessos não queimam seu filme, pois tudo que é pequeno é aceitável. Erros acontecem: aceite-os, afirme-os, reconheça-os, corrija-os.

Mas erros de elefante são noticiados por todos. Sugiro errar pouco e em pequenas coisas. Contudo, se a falha foi estrondosa, não aumente a liquidez chorando sobre o leite derramado. Pelo contrário, transforme o revés mais pitoresco numa saída memorável. Mas faça isso de forma inesperada, bem pensada, divertida. As pessoas falarão a respeito, pois levantar-se das quedas também faz parte da exemplaridade.

O afeto causa o efeito

Não deixe as emoções no banco de trás. Areje o ambiente primeiro. Arrume-o depois.

Atenda às necessidades emocionais das pessoas antes de resolver suas questões. Do contrário, não serão receptivos às ajudas, não se considerarão ouvidas e não irão embora animadas. Você será humano não por sobressair às pessoas, mas por se identificar com elas. Pessoa é relação.

Aumente exponencialmente seus relacionamentos, desde e-mails, tweets, telefonemas, almoços, encontros, conversas, etc. A lealdade cresce com essa amplificação. Quanto mais relacionamento, mais você será perdoado, mais será querido, mais atrairá. A confiança cresce com impressões repetidas.

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Deixe eu lhe perguntar: você começou sua construção pelo alicerce?
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