12 de set de 2009

Moda fake: falta chinelada

O must tem sido calçar chinelo. Coisa nojenta.


Copio o tweet do @rebiscoito: Sinto dó das mulheres de sandália hoje. Altas micosinhas passando nas poças da chuva e indo pro pé delas.


O nojo neste caso também fica por conta do português do rapaz supracitado.


Eis um exemplo do que faz a moda e a propaganda. Consegue elevar um artigo de segunda categoria à peça de luxo, que compõe a indumentária de quase todo mundo em todo lugar, em todas as ocasiões.


O chinelo é um nivelador de tom que estabelece o teto muito baixo. Criado para conforto doméstico, foi elevado como o mendigo da fábula ao trono do rei. Leva sua singela presença a escolas, universidades, estabelecimentos comerciais, igrejas, repartições públicas, restaurantes, bancos, ruas e praças.


Primeiramente, o chinelo é feio. Depois, anti-higiênico. Finalmente, solta do pé. Ainda por cima, não condiz com dignidade requerida pela maioria das circunstâncias.


Contudo, também aqui, nesses assuntos de moda, as mulheres ganham dos homens. É patente que elas têm se vestido muito melhor. Repare nos casais pelas ruas: é comum que a menina vá elegante: vestido, sapato, etc. Mas o seu companheiro… de chinelo, bermuda, camiseta.


Dizem que manter o tom sai caro. Na minha opinião, não é um problema de falta de dinheiro. Afinal, várias das camisetas que vemos circulando por aí são de time de futebol, que costumam ser bem caras. Poderíamos dizer que a rapaziada se veste muito bem, mas se veste bem para fazer esporte.


Com isso, os homens ficam infantilizados. A menina, toda faceira, funciona como se fosse a mãe. E o garotão a seu lado faz as vezes de garotinho, vestido como garotinho, de mão dada como um filhinho. É a versão 2.0 da brincadeira de boneca.


Como você lida com a aceitação social do conforto?
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