Tirei os textos abaixo de Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi, cuja leitura é extremamente agradável e instrutiva.
“Iporinche” é cabeleireiro. A cabeça era importante para a religião iorubá. Creio que para o homem de hoje também, mas não no sentido do seu pretenso aspecto numinoso. Refiro-me antes à cabeça-feita, para não dizer desfeita, de certa elite intelectual divorciada da verdade.
Não se revolte contra a chuva. A chuva chove tanto sobre os bons quanto sobre os maus. A natureza é sábia, não queira agir contra a natureza.
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“Iporinche” é cabeleireiro. A cabeça era importante para a religião iorubá. Creio que para o homem de hoje também, mas não no sentido do seu pretenso aspecto numinoso. Refiro-me antes à cabeça-feita, para não dizer desfeita, de certa elite intelectual divorciada da verdade.
Não se revolte contra a chuva. A chuva chove tanto sobre os bons quanto sobre os maus. A natureza é sábia, não queira agir contra a natureza.
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Oxumarê era filho de
Nanã.
No seu destino
estava escrito que ele deveria ser
seis meses um monstro e seis meses uma linda mulher.
seis meses um monstro e seis meses uma linda mulher.
Aos poucos,
Oxumarê-mulher revoltou-se com a mãe,
pois não conseguia nunca uma relação de amor estável.
pois não conseguia nunca uma relação de amor estável.
Quando estava tudo
bem com ela e seu amante,
ela virava o monstro e afastava o companheiro.
ela virava o monstro e afastava o companheiro.
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Conta-se que Oxumarê
não tinha simpatia pela Chuva.
Toda vez que ela reunia suas nuvens
e molhava a terra por muito tempo,
Oxumarê apontava para o céu ameaçadoramente
com sua faca de bronze e fazia com que Chuva desaparecesse, dando lugar ao arco-íris.
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Oxum era mulher de Xangô,
Toda vez que ela reunia suas nuvens
e molhava a terra por muito tempo,
Oxumarê apontava para o céu ameaçadoramente
com sua faca de bronze e fazia com que Chuva desaparecesse, dando lugar ao arco-íris.
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Oxum era mulher de Xangô,
mas vivia enrabichada por Oxumarê.
(…)
Xangô chamou o
possível rival para um duelo.
Lutaram por três
dias e três noites.
(…)
Xangô matou Oxumarê.
(…)
Tão bonito era
Oxumarê que o Senhor Supremo se condoeu
e transformou Oxumarê no arco-íris.
e transformou Oxumarê no arco-íris.
Oxumarê, o rei dos
astros,
ficou para sempre vivo lá no céu.
ficou para sempre vivo lá no céu.
