Fenômeno social e político
Perda — e inclusive ausência — de relevância da religião na vida pública.Em sociedades laicistas, isso é proposto como um valor, uma exigência. Do mero esfriamento do sentido religioso, dá-se um salto à exclusão da participação pública dos que têm fé.
Ter fé não seria problema — antes, é uma salvaguarda —, se os homens de fé atuassem politicamente de forma secular e responsável, sem apelar a princípios religiosos para justificar suas opiniões.
A dificuldade se estriba em que o simples fato de crer é visto pelos laicistas preventivamente, apoiados numa concepção da religião como algo irracional e, portanto, alheio ao debate público.
Fenômeno pessoal
Diminuição da fé e da prática religiosa, com o afastamento de Deus e da Igreja por parte das pessoas, consideradas individualmente.A militância antirreligiosa citada acima pode ter sua parcela de influência no esfriamento espiritual das pessoas. Mas esse fenômeno indica uma crise mais profunda: o fracasso da formação catequética, que leva os fiéis a aceitarem visões reducionistas ou distorcidas de suas próprias crenças.
Mudança cultural
Transição, nas pessoas e na sociedade, de uma situação na que assumir a fé era um fato normal, não problemático, a outra na que se considera como uma opção meramente possível entre várias.
O pluralismo é muito bom. No entanto, muitas vezes é alegado para justificar a relativização de valores, com a consequente intolerância pela assunção de convicções.
Em outras palavras: de opção possível, a fé passa a ser vista como opção supérflua, desnecessária e até, algumas vezes, nociva.
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Ouça o áudio da conferência de Charles Taylor na Universidade Cândido Mendes sobre o processo contemporâneo de secularização:
O pluralismo é muito bom. No entanto, muitas vezes é alegado para justificar a relativização de valores, com a consequente intolerância pela assunção de convicções.
Em outras palavras: de opção possível, a fé passa a ser vista como opção supérflua, desnecessária e até, algumas vezes, nociva.
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Ouça o áudio da conferência de Charles Taylor na Universidade Cândido Mendes sobre o processo contemporâneo de secularização:
