Diz-se que, durante a II Guerra, instituições católicas deram guarida tanto a judeus fugitivos quanto a nazistas foragidos. A visão nietzschiana o explica como mais uma manifestação dessa fraqueza de caráter dos cristãos, que se chama caridade.
Todo mundo simpatiza com quem é fraquinho. Haveria nisso algo de sadismo? Ou um toque de oportunismo? Não importa. O que é surpreendente é o ódio com que a Cruz foi tratada por anarcofeministas e assemelhados durante a JMJ.
Surpreende em parte. Afinal, diante da realidade de um cristianismo viável, forte, revolucionário, jovem, comprometido, não há ideologia que aguente.
Além disso, ficou patente que a força nietzschiana do Anticristo leva, unicamente, à autodestruição dos seus adeptos.
Certo amigo costuma distinguir entre o nietzschianismo hard dos nazistas, praticado nos campos de concentração, e o nietzschianismo difuso e adocicado, dos que somente anestesiam seu senso moral e colocam a autorrealização como supremo ideal. Contudo, se àqueles se tributa rechaço público, muita gente ingenuamente vem saindo em defesa desses últimos.
Ora, não é possível viver bem pensando só no próprio umbigo e desfazendo-se de todos os compromissos. É forçoso reconhecer que cultivar tal mentalidade apenas conduz à ruína da sociedade e à corrupção de todas as relações humanas.
