O plágio e seus tipos
Plágio acadêmico é a apropriação de ideias ou expressões alheias, sem referência aos seus autores. Tais referências podem ser diretas, com as devidas citações, ou indiretas, mediante a explicação e o pertinente comentário das fontes consultadas.O plágio mais grosseiro é o integral, que reproduz a fonte de pesquisa como se fosse oriunda da própria lavra. Contudo, também são plágios duas formas mais sutis. Por um lado, há o plágio parcial, que mescla locuções de diversa procedência; por outro, há o plágio conceitual, que consiste na reprodução das ideias com a mera substituição das palavras.
Implicações éticas do plágio
A palavra define o homem. Ο homem é alguém que fala e que escuta. Seu universo discursivo baliza sua compreensão do mundo. O domínio da linguagem não só lhe permite entender seu entorno como interagir com as outras pessoas e atuar sobre elas. De fato, a interação com os demais comporta duas dimensões: o mimetismo e a influência, reproduzir ou produzir.A Universidade tem uma missão especial: introduzir o homem na autonomia, conduzi-lo à capacidade autoral, à produção intelectual, para além da simples imitação.
Não obstante, o plágio acadêmico, tão facilitado pelos hipertextos, pela fragmentação do conhecimento e sua difusão massiva da informação, apresenta-se como uma chaga da produção intelectual universitária. Afinal, o plágio elude a responsabilidade pelo cultivo do saber e priva de autenticidade a produção acadêmica.
O conhecimento, tanto o gerado quanto o transmitido, comporta, portanto, uma dimensão ética. Não é inócua a forma de lidar com as palavras nem de criar pontes com elas. A proteção do direito autoral, reconhecida por lei, demonstra e expressa juridicamente a existência de exigências morais na gestão do conhecimento.
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A UFF tem publicada uma cartilha bem interessante sobre o plágio acadêmico que merece a leitura: http://www.proppi.uff.br/portalagir/sites/default/files/cartilha_autoria_-_digital.pdf.
