Curioso é que a loirinha do SBT recebeu de mulheres engajadas até ataques do estilo slut-shaming, pondo em dúvida se ela era bem resolvida; uma verdadeira afronta desde a perspectiva feminista.
Se a Sheherazade sabe fazer o quadradinho de quatro, ou até o de oito, eu não sei. O fato é que a contundência da paraibana tem deixado exasperado todo mundo. Confesso que eu mesmo já escrevi para ela reprovando uma das suas afirmações. Justiça seja feita, porém: a Rachel quase sempre diz o óbvio tantas vezes ignorado por pessoas ilustradas e de “boa reputação”.
Só os profetas veem o óbvio. Mas os jornalistas conseguem transformá-lo num cavalo de batalha. O duro é que a sociedade precisa menos disso e mais de verdadeiros acadêmicos que contribuam positivamente para a nossa cultura.
Enquanto tantos idealizam subculturas, levantam bandeiras ideológicas, transformam a permissividade em ciência, poucos resgatam valores, propõem metas, estudam as fontes da moralidade.
Penso que a denúncia da Rachel faz sentido, mas atropela as devidas nuances. E mais uma vez constato que a massa que se diz intelectual atua em bloco procurando desclassificar quem não compartilha do seu pensamento tolerante.
Espero que ao cabo dessas Mil e Uma Noites de funk cultural, o rei Xariar não pretenda matar Sheherazade por causa da galinhagem de outras popozudas.
