Amar é saber olhar. Amar é atribuir valor. Cortesia é amor que leva a distrair-se de si. Mas quem nunca passou pela experiência de odiar o que ama, desviar-lhe o olhar, esquecer dele?
Explico-me.
Thomas Mann escreveu no terceiro capítulo de Carlota em Weimar: “Certas coisas só são ditas porque alguém penetrou mais profundamente que qualquer outro e porque o objeto se mantém facilmente diante delas; então o entusiasmo fala a linguagem da maledicência e a crítica se transforma em uma espécie de adoração.”
Isso é fácil de constatar, pensando-se em times de futebol. Difícil de viver sem ferir, referindo-se aos relacionamentos.
