O sexo, descontraído
e sedutor, quis saber se a submissão da mulher ao homem fora uma maldição
paradisíaca ou, na verdade, um decreto divino.
Afinal, os decretos
foram feitos para serem desobedecidos e a presença subversiva de mulheres como
Míriam, Débora, Jael, Raab, Rute, Abigail, Abisag, Ester, etc. parecia
contradizer a tese feminista de que a Bíblia fosse um panfleto machista. Logo,
a dúvida era pertinente.
Deus não respondeu,
mas lhe perguntou quais tinham sido as “conquistas” do feminismo e de outras
ideologias semelhantes. O sexo respondeu citando — a par da igualdade de
direitos civis com os homens e outros avanços políticos — o aborto, a
contracepção, o divórcio, o adultério, a fornicação, a prostituição e o
homossexualismo.
Então Deus perguntou
ao sexo se, por causa disso, ele achava a Bíblia distante, anacrônica e
alienada com relação à modernidade. Com efeito, é um livro proveniente de um
longínquo país da Antiguidade.
O sexo gostou da
pergunta, pois percebeu a malandragem, e retrucou: “Ora, essas coisas não são
um problema bíblico. São um problema mundano”.
Então Deus
concordou, afirmando que, de fato, a Bíblia apenas traz uma Palavra iluminadora acerca
desses mesmos temas que também aparecem nas Escrituras: aborto, contracepção,
divórcio, adultério, fornicação, prostituição e homossexualismo.
E o sexo ficou mais
confuso do que no começo. Nos dois sentidos.
