- discípulo de São João Batista
- primeiro discípulo de Cristo
- um dos Doze Apóstolos, sendo dos Três mais íntimos
- discípulo predileto de Cristo, recostou sua cabeça no peito do Senhor
- testemunha da Transfiguração
- testemunha da paixão e morte de Cristo, mereceu ser contado no número dos mártires
- recebeu Maria como Mãe e a levou para sua casa
- testemunha da Ressurreição, creu só de ver as faixas no sepulcro
- testemunha da Ascensão
- escreveu o Evangelho do Verbo revelado em seus sinais
- escreveu na sua Primeira Carta a máxima definição da divindade: Deus é Amor.
- confessor da fé, quando já nonagenário foi lançado por Domiciano a uma caldeira de azeite fervente junto à Porta Latina e saiu incólume
- exilado na ilha de Patmos, caiu em êxtase, consignando suas visões no Apocalipse com as quais cerrou-se a Revelação pública
Como ele nos relatou magistralmente os mistérios do Verbo, e especialmente a Eucaristia, foi chamado com justiça o Teólogo.
Penso que sua festa no terceiro dia da Oitava do Natal vem muito a calhar, pois as faixas depostas no sepulcro vazio — que o conduziram à fé — evocam as faixas com que o Menino fora revestido após deixar o útero de Maria.
Para uns, essas faixas são vendas; para outros, luz. O Natal é um arcano, isto é, um mistério. E como tal, nem todos conseguem discernir seu conteúdo.
Não é o caso de discorrer mais uma vez sobre o lugar comum de que o consumismo e o Papai Noel desviaram a atenção do verdadeiro significado do Natal. Ou para criticar a duplicidade daqueles que, logo depois de chorar diante de um presépio, fazem propaganda de boutique de prazeres e técnicas eróticas. Que isso ocorra é evidente, e sempre foi assim.
Que, pelo menos, as faixas do Menino nos convidem à reflexão e à oração, a fim de que aquilo que sabemos a seu respeito — que é o Verbo de Deus feito carne — efetivamente se torne um dado transformador de nossas vidas.
Feliz Natal!
