I. Dedicação plena ao objeto dos olhares, sem instrumentalizá-lo.
II. Aplicar-se ao fim, desprendendo-se dos meios.
III. Visar ao objeto como fim em si mesmo. Equivale a admirar desinteressadamente: não é o mesmo que olhar uma vitrine. Do contrário, seríamos superficiais e vaidosos.
IV. Fruir do objeto hoje e agora, sem tensão pelo futuro e sem desejo de fazer mais nada.
V. Permanecer. Não é costume dizer-se na praia: “eu poderia contemplar esse mar a vida inteira”? Afinal, ele é imenso e nunca o captamos totalmente, sempre tem novidade e beleza.
VI. Reciprocidade. Deixar-se contemplar.
