1. Formação inicial do PT
TESE. Sindicalismo emergente no ABC paulista, que resistiu
a participar de um partido, pois se pretendia corporativista e essencialmente antipolítico.
ANTÍTESE. Setores progressistas da Igreja Católica,
reunidos nas chamadas Comunidades Eclesiais
de Base.
SÍNTESE. Egressos da luta armada ou das tendências que haviam rompido, pela esquerda, com o PCB, todas refratárias à democracia “burguesa”.
• A ideia conjunta
seria tolerar a democracia para depois superá‑la.
2. Negação das mediações
TESE. Contra as mediações conceituais que justificam
o trabalho e a existência dos intelectuais.
ANTÍTESE. Contra a mediação didática que pressupõe a
existência de dois polos: emissor (professor) e receptor (aluno).
SÍNTESE. Contra a mediação político‑representativa, que justifica a existência de instituições democráticas, partidos e políticos, repousados no princípio da soberania popular.
• O conhecimento
viria da imersão na experiência, cujo saber não se ensina, apenas se pode testemunhar.
Daí que a única pedagogia não-autoritária seria a troca. Daí que a farsa burguesa
da democracia representativa devesse ser substituída pela mobilização popular.
3. Metafísica da convicção
TESE. Anti-intelectualismo e glorificação da vontade.
ANTÍTESE. Retórica do sentimento.
SÍNTESE. Capitulação, destino de todo dogmatismo.
• A hipertrofia
da ética da convicção suplanta a ética da responsabilidade.
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Política exige
pensamento, educação e apreço pelas instituições democráticas.
Ética de ocasião, utilitarismo e o lema “os fins justificam
os meios” não são exclusividade do PT. Mas como o partido não iria cair nessa agenda
com uma formação originária tal qual a acima descrita?