Contam as más línguas que, quando chega ao jornal a carta de um leitor dito conservador chateado com alguma notícia dita progressista, o chefe de redação convoca seus jornalistas para comemorarem juntos: — Acertamos outra vez no calo desses reacionários!
Fora esse momento, os jornalistas, prisioneiros do fluxo de fechamento sob o chicote do chefe, tendem a desconhecer a opinião dos leitores.
Opinião? Mas se só pode haver uma única, em conformidade a essas cabeças (de)formadoras da opinião pública…
Exemplo disso é o jornal O Globo chamar o Estatuto em questão, em duas manchetes (uma delas de capa), de “bolsa estupro”. Mais do que desonestidade intelectual — pois quem escreveu isso não leu o Estatuto —, esse piti midiático demonstra que o calo deve estar doendo.
E o piti midiático tornou-se piti coletivo. Afinal, essa turma forma tanto a opinião pública quanto o piti público.
Já que falamos em vadiagem, que tal recordar a mais saudosa das vadiagens?
Já que falamos em vadiagem, que tal recordar a mais saudosa das vadiagens?
