São Josemaria, que fez do trabalho o eixo da sua proposta de santidade no meio do mundo, ensinava que o trabalho é, para nós, meio específico de santidade. O que quero dizer‑vos é que temos de converter o trabalho em oração e ter alma contemplativa (Carta 15‑X‑1948, n. 22).
Ora, se o trabalho é oração, convém captar e viver seu caráter dialógico, em que Deus nos fala e nós, por nossa vez, falamos a ele.
No trabalho, Deus nos interpela e nós lhe respondemos. Deus nos fala através do trabalho porque o Senhor está, por imensidade, em todas as criaturas, à nossa espera, ao nosso alcance, ao nosso dispor.
Como é nossa resposta ao chamado de Deus? Há três opções:
No trabalho, Deus nos interpela e nós lhe respondemos. Deus nos fala através do trabalho porque o Senhor está, por imensidade, em todas as criaturas, à nossa espera, ao nosso alcance, ao nosso dispor.
O trabalho é uma palavra dirigida a nós pelo Pai
“Filho, vai trabalhar na minha vinha” (cf. Mt 21,28‑31). Ao trabalho vai o filho, não o mercenário; portanto, ao trabalhar, exercitamos nossa filiação divina, assemelhamo‑nos ao Filho de Deus.
Como é nossa resposta ao chamado de Deus? Há três opções:
- Rebelde, grosseira e primária — “não quero!”
- Preguiçosa, falsa e desatenta — “sim, pai! Mas não foi”
- Generosa, pronta e sacrificada como a de Cristo — “eis que venho para fazer a tua vontade” (Hb 10,9)
