Tão ou mais difícil que combater esse vício é perceber sua malícia. O amor próprio parece assaz natural, a ponto de prejudicar a frieza necessária para uma autoavaliação equilibrada.
Seus vícios conseguintes são o orgulho, a vanglória, a vaidade, a timidez, a vergonha, os respeitos humanos e, até, o desprezo de Deus.
A soberba é uma hidra com muitas cabeças, cujo veneno desgraça a vida. Identifiquemos algumas delas, façamos um elenco das suas manifestações:
- Visão sistematicamente ácida e negativa acerca de tudo.
- Tristeza cultivada e defendida.
- Crises de consciência diante dos conselhos recebidos.
- Falta de vibração diante dos pequenos detalhes do amor.
- Explosões de ira.
- Criar uma teoria da conspiração.
- Achar que nos exigem muito.
- Endurecer com os próximos e conhecidos, e amolecer com os distantes e desconhecidos.
- Desprezo das amizades.
- Preferir a própria excelência à dos outros.
- Fazer os pensamentos, conversas e gestos girar vaidosamente em torno de si.
- Suscetibilidade enfermiça.
- Simular dor, tristeza e doença para obter consolo.
- Considerar frequentemente a “ladainha do nada”: não posso nada, não valho nada, não sou nada…
- Conhecer a humildade, desejá-la, buscá-la e pedi-la a Deus.
- Encontrar alegria em servir abnegadamente os demais.
- Retificar a intenção muitas vezes ao dia, especialmente nos triunfos e fracassos.
- Ser agradecido, também e em particular nas humilhações.
