Quem está preso a alguma coisa, é sinal que a estima; se a estima, forçosamente terá pesar de deixá-la, e deste modo já anda tudo imperfeito e perdido. É o caso de dizer: perdido anda quem anda atrás do perdido. E que maior perdição, que mais cegueira e desventura do que ter em muito o que nada é?
Aí me veio o seguinte comentário:
@narajr Boa colocação! Por isso devemos praticar o desapego! Já dizia Buda... :D
(@Bia_designer) outubro 19, 2011
Não entendi o que o Buda tinha a ver com o assunto, já que seu motivo do desapego era o nirvana (isto é, a extinção definitiva do sofrimento humano alcançada por meio da supressão do desejo e da consciência individual), o que nada tem a ver com o realismo e a pobreza cristãos.
Para fazer entender melhor, completei que há dois modos de se desapegar: ou largar tudo, ou usar bem.
Acho um tão difícil quanto o outro. Negócio é descobrir nosso caminho pessoal. Uns saberão usar sem possuir; outros sentirão a necessidade de jogar tudo pela janela para conseguir plena liberdade. Pois convenhamos que a pobreza não é fácil de entrar na cabeça.
@Bia_designer Por isso tem gente que larga tudo MESMO. Não consegue meter na cabeça sem tirar do bolso. ;-)
(@narajr) outubro 19, 2011
Prefiro minha querida Teresa de Ahumada, mulher mística que não fugia da luta, embora o dela não seja o meu caminho.
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Qual é o seu caminho? Renunciar a tudo ou usar com desprendimento?

