Vejamos por quê.
1) A fé não é uma filosofia nem um ideário, mas um dom. Um dom que proporciona um critério que liberta de conceder valor absoluto às próprias conquistas humanas e aos próprios raciocínios teóricos.
2) A fé liberta não do amor à verdade, mas do perigo de identificar a verdade com as próprias teorias, com o próprio itinerário pessoal.
3) A fé capacita para um desprendimento peculiar, sem o qual todo pluralismo é fictício: o desprendimento que acolhe qualquer gênero de crítica.
4) Para quem tem fé, os inconvenientes para o pluralismo são unicamente morais: falta de humildade, amor próprio, etc.
Portanto, os descrentes que acusam os católicos de não serem pluralistas (em razão de suas posturas cristãs na política) é que incorrem nessa falta, sendo “dogmáticos da modernidade” e “sacralizadores do efêmero”.
