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| Cidade Industrial, de Tony Garnier |
Adolf Loos (1870-1933)
Apelou para os ângulos retos, tão adequados ao luxo como à função, ao lazer e ao trabalho. Aboliu as molduras, curvas, ornamentos, substituindo-os por bons materiais e jogos de proporções.Auguste Perret (1874-1954)
Este francês foi o primeiro a dar expressividade arquitetônica a estruturas em concreto armado (material só maturado para fins arquitetônicos na virada dos séculos XIX para o XX, quando se difundia desde Bruxelas por toda a Europa o Art Nouveau, apesar de que tivesse sido idealizado pelo inglês John Smeaton desde 1774. Utilizou-o nas fachadas e numa planta-baixa flexível. Pondo um jardim no terraço da rua Franklin, n° 25 Bis, criou uma alternativa para iluminar a caixa da escada através de tijolos de vidro. Simplificou as varandas com guarda-corpos de barras tubulares. Como "arquiteto-engenheiro", foi o inspirador de Le Corbusier.Tony Garnier (1869-1948)
Projetou a Cidade Industrial (1901-1904), apenas em parte efetivada, mas que leva a sua marca de tudo fazer à base de concreto armado. Para este francês socialista que gostava de formas cúbicas, as cidades deveriam atender às exigências industriais, ingressando já no pensamento moderno do século XX.Conclusões
Estes arquitetos foram os
responsáveis pelo fim da defasagem entre a engenharia e a arquitetura,
assumindo como meio de expressiviedade estética as inovações técnicas,
correspondendo aos novos sentimentos e aspirações do homem moderno.
O
pós-modernismo não seria uma repetição invertida,
salvaguardando as proporções, da crise de fins do século XIX? A arquitetura
pós-moderna, ao fugir da sinceridade desejada anteriormente, não estaria também
atendendo aos apelos dos novos clientes? E não há hoje uma profusão de
materiais que tardam em ser absorvidos pela construção civil? Ora, sempre há
crise quando se levantam contra as bases constituídas visões mais particulares
ou socializantes. Não era isso o que buscava o modernismo?
