Pode ser por duas razões: quando a entrega se tornar obrigatória ou quando seu motivo não for o amor desinteressado.
Portanto, o amor vira tanto patrão quanto artimanha quando há:
1) Medo a dizer não.
2) Medo a ouvir não.
3) Dependência afetiva.
4) Submissão voluntarista ao dever.
5) Perfeccionismo orgulhoso.
6) Sentimento de dívida.
7) Vontade de agradar a todos.
8) Generosidade aparente causada pelo despeito.
9) Busca calculista de uma gratificação afetiva.
10) Autoafirmação da própria identidade.
É preciso tomar pé dessas ambiguidades. Não para fecharse em si ou partir para outra, mas para purificar a entrega das motivações imperfeitas que a tornam menos livre, generosa e realizadora.
