
Elegância, refinamento, polidez
A Provença dos séculos XI a XIII viveu o surgimento e o desenvolvimento de uma nova forma a vida social. Em torno à mulher, criou-se um sentimento moral de base aristocrática: a cortesia.Cortesia é uma das qualidades da galanteria. Tais são as virtudes que dela dependem: mesura, jovialidade, liberalidade, consolação, júbilo.
Opõe-se-lhe a vilania, que traz consigo os seguintes vícios: culpa, orgulho, loucura, aborrecimento.
Culto à mulher
A cortesia tornou-se, então, a religião dos trovadores, uma arte preceptiva e erótica, um código amoroso, uma vassalagem do coração.Nas próximas postagens, falarei da origem e dos cânones da cortesia. Por hora, vejamos apenas os quatro tipos de apaixonados:
1) Fenhedor (provençal): tímido aspirante, sem coragem de se declarar, que se consome em suspiros.
2) Precador (provençal): relata à dama suas penas amorosas.
3) Entendedor (provençal e galego): amigo, namorado.
4) Drudo (galego): iniciado, amante, com direito ao galardão (mas isso só aparece em cantigas medievais de escárnio e mal dizer).
Responda-me, curto, direto, e no ponto: você vive a cortesia?