20 de nov de 2010

Cultura da corrosão


Crítica camarada

Um grande amigo reclamou de mim. Desgostava das imagens que acompanhavam alguns dos itens compartilhados por mim. As imagens não eram minhas, mas retratavam sobremaneira a estética do desencanto que marca nossa época, coisa que ele considera de todo inconveniente.

Confesso que até gosto desse tipo de imagens, na medida que nos surpreendem e podem nos atrair à leitura. Portanto, utilizá-las equivale a jogar no limite e andar sobre o fio da navalha: pois o que a uns agrada, a outros pode causar repulsa.

Fiquei contente com esse tipo de retorno. Sinal de que, na barafunda da informação, o que eu disse ou compartilhei não caiu no vácuo da indiferença.

Projetos inacabados

Tudo isso e mais um pouco me motivou a fazer um exame de consciência acerca deste blog. Tenho de reconhecer que deixei coisas inacabadas… Talvez fazendo uma lista delas, torne a me animar para concluí-las.

A primeira foi um ensaio sobre o mistério da tipologia feminina. Um contraponto entre a verdadeira Eva e a fake-doll. Algo como distinguir as três mulheres de Xangô. Basicamente, faltou falar de Eva.

A segunda foi uma exposição sobre estética. Dá para escrever bastante, possuo inclusive anotações, mas bateu aquela preguiça.

A terceira é sobre a amizade. Após falar da amizade de Aquiles por Pátroclo, necessário é trazer o assunto para os nossos dias, o que ainda não fiz… [Feito!]

A quarta consiste nos difundidos erros sobre a Bíblia. Feita a explicação do maniqueísmo subjacente a esses erros, fiquei devendo os exemplos concretos.

Mais do mesmo

Curiosamente, sem ter previsto, acabei voltando a falar de velhas coisas, desta feita sob outro enfoque, o que causou um bom retorno de alguns leitores. De fato, de que adianta ter escrito sobre assuntos empoeirados? Dois temas recentes nessa linha foram as postagens sobre a culpa e a religião.

Ideias inconcretas

Para finalizar, faço uma declaração de intenções. Gostaria muito de escrever a respeito do kardecismo, dos orixás e de ecumenismo [Feito!]. Por quê?

Porque o brasileiro é soropositivo do espiritismo. Fora o embalo do Chico Xavier. Além disso, o brasileiro é herdeiro da mitologia iorubá.

Com relação ao ecumenismo, é que eu gostaria de publicar trechos de umas cartas. Mas isso vai depender da aceitação da outra parte!
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