4 de ago de 2012

Três elos para uma fidelidade inoxidável

Às vezes, a vida “puxa o tapete”. Nessas horas, a gente percebe que castelos de areia não são um apoio confiável. A essas desoras, a gente constata a carência de apoio.

Conheci pessoas que, para justificar porque suspeitavam de todo mundo e não acreditavam na fidelidade, até citavam a Bíblia: Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, que na carne busca a sua força e afasta do SENHOR seu coração! (Jr 17,5).

Embora efetivamente não devamos buscar arrimo nas coisas desta terra, nem na vontade volúvel das pessoas, isso não significa que a fidelidade inexista. É possível a nossa fidelidade e é possível a fidelidade das pessoas. Todos precisamos do apoio uns dos outros, como as cartas do baralho se sustêm mutuamente num castelo. Afinal, não somos peças isoladas.

Vulneráveis castelos de areia e frágeis castelos de cartas. Mas continuam a ser castelos, construções comuns que apontam a um desejo maior de união.

Se a fidelidade é possível, convém imbuir-se dos meios pelos quais ela é forjada. Para sermos rocha firme, sólida, constante, em que os demais possam se apoiar e assim se sentirem à vontade para corresponder com igual dose de fidelidade, precisamos cuidar de três aspectos:

1) Não exigir nada para si. Gosto de dizer que, mais do que ter mentalidade de pai, devemos ter mentalidade de avô. É que avô a tudo se nega por amor dos netos. E geralmente, avô não tem “instância superior” a quem recorrer. A abnegação é uma grande mostra de maturidade.

2) Ir na vanguarda. É importante ter iniciativas, para que a passividade e a falsa humildade — que equivalem à pusilanimidade e ao comodismo — não esterilizem o amor.

3) Encarnar o valor da fidelidade. A fidelidade exige estudo, por incrível que pareça. Numa época tão triste como a nossa, em que os mais elementares princípios morais são bombardeados por indecente propaganda e modelos transviados, necessitamos de recursos intelectuais para não ceder a argumentos tão pífios quanto difundidos. Por exemplo, conhecemos quantos casos de infidelidade que começaram com a frase “tenho direito a ser feliz”? A mente deve estar livre dessas teorias furadas, dessas retrospectivas tendenciosas, dessas concessões à sensualidade.

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Responda com sinceridade: você sabe onde buscar (e encontrar) boa literatura sobre o tema?
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