28 de jul de 2012

A quinta fileira dos ateus

A “taxonomia de aproximação”, que utilizei para falar dos quatro tipos de ateus, nem esgota nem faz jus à complexa realidade do espírito humano. Pouco depois, já quis acrescentar um quinto tipo àquela lista.

O gênero em questão seria o do agnóstico prático. Com efeito, há pessoas que, sem negar a possibilidade de conhecer a Deus, renegam a sua influência em nossa vida. No máximo, Deus seria fonte de harmonia, ou razão das coisas. Contudo, seria tão excelso e transcendente que não faria sentido rezar-lhe ou contar com ele.

A tentação de radicalizar a transcendência divina é recorrente na história das religiões, de modo que nem sempre se soube propor uma forma conveniente de relacionar-se com Deus. O Islã, por exemplo, estabelece a “submissão” como resposta adequada a um Deus cuja arbitrariedade nos supera. Nas seitas espirítas, por sua vez, Deus é substituído pelo reino da paranormalidade, cujas entidades são objeto de culto em lugar dele.

A solução islâmica é compensada pelo seu monoteísmo radical, que preserva a soberania de Deus. Mas as outras propostas ficam a um passo de negar que Deus seja pessoal e conduzem à irreligiosidade mais crassa, afastando as pessoas da oração.

Para concluir esses reflexões, apresento a entrevista de Leah Libresco, blogueira americana recém-conversa do ateísmo ao catolicismo:

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