26 de nov de 2009

Três lições sobre atração e traição

PRIMEIRA
Ao cabo de sete meses de uma viagem transantártica, sob condições sub-humanas, os seis aventureiros veem pela primeira vez algo que não é branco; desviam sua rota e descobrem que o objeto era apenas um pedaço de pau, fincado num latão de ferro, boiando em alto mar.
  • Tudo aquilo que perseguimos foge de nós.
SEGUNDA
— Porque você me chama de senhora? Estou tão velha assim?
— Pois é justo o contrário. Você é tão atraente que se eu não chamá-la de “senhora” vou acabar chamando “docinho de coco”.
  • As concessões excessivas e a ânsia de agradar diminuem a distância e o respeito.
TERCEIRA
A amizade verdadeira está fundada na benevolência (querer o bem) e na beneficência (fazer o bem) para com o outro. E se apoia em certa concordância entre as pessoas: não é querer para ela o meu bem ou fazer-lhe o bem que eu desejo.
Amigos compartilham os mesmos gostos, as mesmas tristezas e alegrias. Como a vida dá voltas e as circunstâncias mudam, o amor exige criatividade, atualização, transformação. Não dá para programar o amor.
Fidelidade é privar-se da liberdade de voltar atrás. Não consiste em levantar muros de proteção, mas em olhar para frente, para o futuro, sempre rejuvenecendo o amor.
Amar já é ter recompensa. Querer retribuição é chantagem. Negar o elemento erótico do amor agápico é desconhecer a natureza humana.
  • É preciso dar às pessoas chance de nos retribuir, mas sem exigir retribuição.
Qual é a verdade e qual é a mentira da figura acima?
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