12 de ago de 2013

Gandaia tântrica

Ideias deletérias

Há uma leve diferença entre assustar-se e decepcionar-se. Não me assusto com nada; mas às vezes fico decepcionado ao constatar nas ideias e nos lábios de pessoas aparentemente coerentes certos disparates sobre o amor e a família.

Vira e mexe ouço especulações pseudocientíficas sobre poliamor, tantra, etc. E, quando comento a respeito do assunto com a pessoa interessada, costumo receber a seguinte resposta:

— Não se assuste. É bom ler sobre tudo, conhecer opiniões. Apenas isso. Gosto de ler tudo, todos os lados e formas. A gente cresce e vê muita coisa.

É claro que devemos conhecer as diversas opiniões. Mas não é preciso ler tudo para saber dessas coisas. Por outro lado, as opiniões divergem mais quando um tema carece de clareza ou unanimidade. Se o amor e a família são o foco da disquisição, ligue o alerta, pois o que tantos autores badalados defendem é a demolição do amor, da mulher e da família.

E mesmo que alguém tivesse a obrigação acadêmica de ler ou estudar esses escritores, não seria correto recomendá-los.

A família em disputa

— Mas talvez eles nos deem outra visão. Pode ficar tranquilo que textos não mudam essências.

Ora, temos valores humanos a preservar. E, como cristãos, esse compromisso é ainda maior, pois nada que é humano nos é alheio.

Embora a verdade não se esgote na multiplicidade de visões pessoais, é impossível que uma mesma realidade admita interpretações diametralmente opostas.

Estamos numa batalha pela família. Essa turma só não defende abertamente a pedofilia porque ainda pega mal. E são tupiniquins: nem têm o nível de um Freud ou um Marcuse.

É ingenuidade pensar que os inputs da vida não nos transformam. De fato, não mudamos de essência, mas um pouco nos assemelhamos àquilo que acolhemos no coração.

Família bem sucedida não é fruto do acaso, mas de uma urdidura de virtudes e princípios. Efêmeros golpes da sorte formam casais, não famílias.
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