17 de ago de 2013

Aprender a ser livre

A liberdade tem irmãs que parecem suas inimigas: a fidelidade e a prudência.

Fidelidade é felicidade

A fidelidade vive em simbiose com a liberdade, implica efeitos futuros, supõe estabilidade. A estabilidade é espaço criativo que independe das circunstâncias. A falta de compromisso cancela o futuro.

Virtude é a perfeição da liberdade, é um hábito eletivo, é uma autoconstrução. A virtude da fidelidade confirma a liberdade da escolha feita, vencendo a ferrugem do tempo.

Mas quem não se sente livre, atua como se não o fosse…

Liberdade libertada

Formação não é acumulação erudita, mas transformação sapiencial. Formar-se significa aprender a usar a própria liberdade. A formação cria homens de critério, não colecionadores de critérios.

Prudência não é manualística. A manualística por si só conduz à superficialidade, ao minimalismo, ao negativismo, à especialização. A prudência faz a ponte entre o fim e as escolhas, superando o voluntarismo.

Princípios firmes podem vir de fora (educação, vida em sociedade, etc.) enquanto não são pessoalmente assimilados. Mas depois, a experiência sozinha não forma. O que forma é a reflexão.
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