24 de out de 2009

Livros bons versus livros inúteis


Bacon dizia que a leitura torna o homem completo, a conversação o torna ágil, o escrever o torna preciso. Quem não se cultiva um pouco, parece que não sabe desfrutar das satisfações inerentes à nossa condição de seres inteligentes. É lastimoso conhecer gente incapaz de sustentar sequer por uns minutos uma conversa sobre algo alheio à sua especialidade, porque nunca leu nada com um pouco mais de conteúdo.

Ao mesmo tempo que fomentamos a aquisição de uma cultura ampla e profunda, mediante o aproveitamento dos tempos dedicados ao espargimento e ao oportuno descanso, precisamos nos resguardar com prudência de tudo aquilo que ataque nossa fé ou seja moralmente perigoso.

Diante do perigo do excesso, da absorção contínua e indiscriminada de informação, deve‑se reconhecer que nem toda publicação, filme ou programa colabora na formação cultural. Faz falta ler mais e ler melhor. Sêneca dizia que não é preciso ter muitos livros, mas que sejam bons. Além da capacidade de leitura é necessário desenvolver a capacidade de discernimento, porque as propagandas publicitárias das editoras e o atrativo das encadernações não são garantia de qualidade.


Nesse sentido, vale a pena lembrar as seguintes palavras de João Paulo II, do seu livro “Levantai-vos, vamos!” (na altura da página 100):

Sempre tive este dilema: o que devo ler? Buscava escolher aquilo que fosse mais essencial. A produção editorial é tão vasta! Nem todos oslivros têm o mesmo valor e utilidade. É preciso saber escolher e pedir conselho a respeito do que merece ser lido. (...) Na leitura e no estudo, tentei unir sempre de maneira harmônica as questões de fé, de pensamento e de coração. Não são campos separados. Cada um deles se adentra e anima os outros.
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