30 de jan de 2013

Em defesa dos tabus marginalizados


Tabus

Gosto dos tabus. Eles podem ser barreiras de proteção da vida. É claro que podem existir tabus estúpidos, mas os melhores tabus são esses que protegem a vida. Tabu é um termo polinésio que se refere justamente a coisas sagradas que devem ser protegidas.

A vida é o que temos de mais sagrado. E a vida se manifesta de forma veemente na gravidez, no nascimento dos filhos, na passagem para a idade adulta, na relação sexual, nos banquetes, na doença e na morte. Assim, os tabus protegem esses momentos e os revestem de significado: passar sal no recém-nascido, purificar a mulher que deu à luz, dar festa de despedida de solteiro, organizar chá-de-panela, fazer formatura da faculdade, rezar pelos doentes, fazer luto pelos mortos, etc.

Pelo contrário, quando a sociedade despreza o sagrado, quebra todos os tabus: aborto dos nascituros, pedofilia, sexo extramatrimonial e antinatural, eutanásia, etc.

Tabu sexual

Talvez isso ajude a entender melhor o tema da sexualidade. Os cuidados que existem, os tabus, não são arbitrários, mas discricionários. Fazem sentido, justamente porque servem para proteger algo muito importante.

Contudo, nesse tema há algo mais. Reduzir as questões sexuais a mero tabu seria um grande reducionismo.

Virtude

Existe uma diferença entre fazer e agir: o agir implica um necessário uso da racionalidade, mas o fazer não. Por exemplo, um macaco pode fazer muitas coisas, mas um macaco propriamente não age. Ora, o que permite racionalizar a ação é a virtude.

E assim, em todos os âmbitos da vida precisamos viver alguma virtude: no trabalho vivemos a laboriosidade; na escola, a estudiosidade; na comida, a temperança; nos relacionamentos, a cordialidade; etc. O sexo não foge à regra, e para a boa vivência do amor, deve-se viver a virtude da castidade.

Virtude da castidade

O problema é que a revolução sexual dos anos 60 simplesmente aboliu a castidade. Isso não foi uma evolução, foi uma animalização. Pois bem: se antes se vivia a castidade por conveniência (pegava mal ser mãe solteira, ou pegar todas), hoje só se vive a castidade por virtude mesmo. E como qualquer virtude, a castidade se aprende a viver.

Portanto, é preciso entender o que é o sexo, o que é a solidão, o que é o casamento, quais são as manifestações de afeto proporcionais os graus de intimidade assumidos, como reagimos aos estímulos, etc. O normal era aprender isso dos pais e obter ajuda da escola, da Igreja e das leis civis. Hoje, contudo, muita gente está simplesmente à deriva, arrebentando a vida com experiências sexuais carentes de autêntico significado, e poucos alertam para isso.

Mas esses poucos é que farão a diferença. Você é desses poucos?
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