10 de nov de 2009

100ª postagem de um ombudsman autista

Agradeço aos meus leitores, seguidores e comentadores por me lerem, apoiarem e darem feedback ao longo das linhas deste blog.


Nesta centésima postagem (à razão de uma por dia, passaram cerca de três meses), gostaria de me fazer ombudsman de mim mesmo.


Anonimato é bancarrota. Anonimato é a maior barreira para o diálogo. Se você quer ser ouvido, ouça. Se você quer ouvir, esteja em todo lugar. Mas quando falar, pense: E se fizerem exatamente o que eu digo? Ainda bem que existe gente que pensa diferente de mim!


Quem sou eu? Vou dizer cinco coisas, uma das quais é falsa. A quem descobrir qual é, darei um brinde:
  • Sou carioca, mas Niterói foi minha Damasco: ali me batizei, crismei, amei.
  • Sou arquiteto, mas a palavra é meu canteiro de obras: nela respiro, penso, falo.
  • Sou alpinista, mas pelas trilhas sem mosquetão é que circulo.
  • Sou webdesigner diletante, que não entende de html.
  • Sou poliglota como O homem que sabia javanês do Lima Barreto: grego, latim, italiano, castelhano e inglês (só fiz curso do último).
Reconheço que às vezes claudico numa apologética inglória. Falta-me humildade quando, mesmo sabendo que não conseguirei levar à frente minha opinião, teimo em querer deixar constância dela. Tento ser positivo, embora o gênio passe uma rasteira de vez em quando.

Este blog é um saco de gatos. Pus artigos antigos, ressuscitei postagens mortas, colei documentos fossilizados, retalhei arquivos empoeirados.

De quais postagens mais gosto? Das de Dante Alighieri: são obra-prima.

De qual desgostei? Daquele do #FollowFriday. Não deu certo nem para mim!…

Qual me deixou mais entusiasmado? Sem dúvida, o da mau afamada Clínica da Rua Dona Mariana. Fiquei contente, pois sendo a respeito de um assunto tão controverso, recebi muitos comentários de apoio (e nenhum contrário). Comecei com ideias soltas, apelei para o recurso da inclusão (pela surpresa do paralelismo) e concluí com o diálogo com o leitor, para justificar o capítulo argumentativo.

Também gostei muito de quando escrevi a postagem do chinelo, feita à base de citações, um elogio da “acusada” (beijar depois de morder) e um esforço para desfazer argumentos fáceis (em geral tenho o mau hábito de desclassificar argumentos fracos, o que — reconheço — humilha um pouco e explica nada).

Finalmente, um segredo: não sou brega por natureza. As letrinhas que se mexem e outros frufrus cibernéticos são pura experimentação informática.

Minha meta agora é desenvolver a ideia da Fake-doll. A coisa ainda não saiu do forno, mas está quase no ponto. Depois me diga se gostou!
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