27 de set de 2011

Deficiência cultural do Fator I

Essa postagem terá spin negativo. É um diagnóstico das coisas que não vão bem. Em seguida, prometo um prognóstico, caminhos para a solução.

Ignorância popular

Informação? Pode até haver. Mas de que adianta? É como se houvesse muito Fandango, mas isso não mata a fome. Ou muito feijão sem cozinhar.

Pensa-se (a bem da verdade, não se pensa) com trending topics, com achismos, com preconceitos, generalizações, suposições, ouvir dizer.

Intolerância acadêmica

A Universidade tornou-se uma criadora de dogmas e tabus. Temas proibidos, abordagens viciadas, análises ralas com ares de cumeeira.

Fundamentalismo cientificista, sexologista, feminista. Mas também comodismo dos feudos conquistados por professores cansados que não querem largar o osso. Fora a burocratização e a verticalização imposta pelos servidores da educação e o desencanto com um corpo discente despreparado.

Intransigência laicista

Quando se pensa que ser “leigo” é mero dado sociológico e não comporta uma missão específica, a pirâmide hierárquica perde sua base. Daí para a transformação do leigo num ateu vai um passo. E outro passo para que se torne um revolucionário amotinado.

Minorias facínoras e barulhentas manipulam massas despersonalizadas com argumentos ad hominem. E quem era “dado sociológico” passa a se considerar livre-pensador.
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