1 de out de 2009

O que os sumérios estão fazendo neste blog

Conforme prometido na postagem sobre o Me, vou falar sobre os deuses sumérios.

Mas não se preocupe: você não entrou no blog errado. É que aqui é meu depósito de ideias e você nem imagina como anda minha cabeça.

Serei breve. Acho que o tema interessa, pois a primeira civilização da história também foi a primeira a propor uma Filosofia do Absurdo.

Cosmogonia e teogonia
O esquema cosmogônico (nascimento do cosmo) comumente atribuído aos mesopotâmicos é o seguinte:
1) No princípio era o Mar primordial.
2) Este magma original eterno gerou a montanha cósmica, An-Ky.
3) A montanha cósmica se dividiu em Céu e Terra, produzindo o espaço vazio.
4) O espaço vazio foi ocupado pelos Ventos e Nuvens.

Posteriormente, isso teria sido transposto ao plano teogônico (nascimento dos deuses):
1) Nammu (Mãe primordial) gerou An (Céu) e Ky (Terra). A Terra (Ky) também é chamada Nimmah (a grande dama), Ninhursag (a dama da montanha cósmica) ou Nintu (a dama geratriz).
2) An e Ky geraram Innana (deusa do amor) e Enlil (deus do ar).
3) Enlil se uniu à sua mãe Terra, gerando o universo organizado (plantas, animais, civilizações).
4) Apareceu Enki (lençol d’água sob a terra) como um quarto elemento, amigo do homem.

O panteão foi crescendo depois, numa estrutura piramidal com mais de 50 grandes deuses (assembleia de notáveis) e uma base multitudinária de servidores. Cada cidade tinha suas tradições girando em torno do seu deus protetor. Por exemplo: Eridu, cidade portuária, onde estava o santuário de Enki, desenvolveu uma mitologia ctoniana (infernal). E em Nippur e Uruk, protegidas respectivamente por Enlil e An, houve tradições celestes cósmicas.

A criação do homem
O homem teria sido criado para trabalhar para os deuses, carregar o seu jugo, sem poder escapar a tal destino.
Não é paradoxal que na origem da civilização humana esteja presente a maior resignação, uma radical consciência de fragilidade, um fatalismo infernal?

Apesar da inocência. Existir já é expiar. Filosofia do Absurdo.

Você gosta de filosofia e mitologia?

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