10 de out de 2010

Curtos contos da Bruxa Madrasta


Mogli, o menino lobo, aprendeu a uivar. Olhou para a Lua e ntoou:

— Bééééééééé!

*****

Rapunzel deitou seu cabelo pela janela, para que seu amado pudesse subir por ele. Este, porém, era tão pesado que arrancou-lhe o couro cabeludo e caiu de 15 metros de altura, espatifando-se contra as pontas da grade do castelo.

*****

No meio dos patinhos recém-nascidos apareceu um bicho desengonçado. Era tão feio que a pata o rechaçou.

Buscou abrigo sucessivamente numa cozinha, numa pocilga, num estábulo, em tocas, etc., mas todos os anteriores habitantes desses lugares exclamavam:

— Que bicho feio!

Por fim, encontrou-se com belíssimos cisnes que deslizavam num lindo lago espelhado. Quando o viram se aproximar, berraram em uníssono:

— Que bicho feio!

*****

Joãozinho estava paupérrimo. Como não tivesse mais o que comer, pensou em vender a própria vaca. Aparentemente, foi ludibriado por um homem que lhe propôs trocar a leiteira por cinco feijões mágicos.

Como a fome era negra, pegou nos feijões e fez um caldo, traçando-os naquela mesma noite.

Talvez porque seja pesado comer feijão à noite, teve muita dificuldade em conciliar o sono. Mas enfim adormeceu.

No meio da noite, Joãozinho acordou sem ar: saía-lhe pela boca um enorme troco de feijão, tão grande que ia até o céu.

*****

Dizem que Ariel, a Pequena Sereia, morreu quando virou espuma. Mas a verdade é que ela contaminou o mar e matou intoxicados um monte de banhistas.

*****

Alice estava sentada junto a uma árvore. Colheu um cogumelo e comeu-o. Começou a ver coisas e a delirar. Seu surto psicótico iniciou por ver um coelho falante que usava relógio.
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