2 de jun de 2010

Dar sentido à paixão

Paixão sem propósito equivale a um tiro sem mira. Sem um porquê, a paixão não passa de um fogo que tosta você e tudo o mais que está à sua volta.

“Paixão” vem do latim passio, “sofrer”. Ora, se é para sofrer, você deve se perguntar: Pelo que quero sofrer? O que vai me fazer sofrer se eu não o fizer?

Propósito e paixão se encontram na resposta a essas perguntas.

A segunda indagação — O que me fará sofrer se eu não o realizar? — tem a peculiaridade de tornar evidentes os parasitas da nossa felicidade: coisas a que nos apegamos, paixões inúteis cuja ausência deflagra uma crise de abstinência despropositada.

A primeira, porém, é uma declaração de maturidade. Pelo quê vale a pena sofrer? — Conclama os brios para a consecução de grandes metas, cujos frutos são tão custosos quanto mais valiosos.

Paixão sem sentido não é paixão: é paralisia moral, fragmentação da vontade, cegueira intencional.

Diga para mim: Você está apaixonado por seus propósitos?
Pelo menos quer se apaixonar por eles?
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