1 de abr de 2010

Pioneiros da Arquitetura Moderna II

Primeira casa Art Noveau

Victor Horta (1861-1947)

Construiu a que é considerada a primeira casa Art Nouveau, na antiga rua de Turim, n.° 12, na Bruxelas de 1893. Funcional, realizada conforme as necessidades de seu dono, o senhor Tassel. Com planta livre: independência de divisórias, livre divisão de cômodos, emprego de novos materiais. Com alternância de pisos, como não se fazia nas residências de então. Com poços extras de luz e uma compilação de inovações estéticas de edifícios comerciais e industriais.
Posteriormente, em 1897, Horta construiu a Maison de Peuple, onde cultivava a organicidade, alardeava ferro na estrutura e trabalhava com independência na planta.
Não obstante, Horta rapidamente perdeu o contato com a juventude e tomou uma postura mais academicista. Em especial, como jurado do concurso para o Palácio da Sociedade das Nações, demonstrou um grande consevadorismo, frustrando os trabalhos apresentados com inspiração modernista.

Hendrik Berlage (1854-1934)

Holandês, arauto da arquitetura americana na Europa (especialmente da de F. L. Wright e da de Hobson Ricardson). Representou os veteranos no primeiro Congresso Internacional de Arquitetura Moderna. Fez prédios de escritórios, mas destacou-se sua Bolsa de Câmbio de Amsterdã (1898-1903), de toque românico -- semelhante aos projetos de Ricardson --, a qual, longe de ser historicista, tinha o caráter de sinceridade: seus muros planos eram verdadeiras superfícies puras e sóbrias cuja nudez dava um cunho decorativo aos materiais da construção. Era a apologia da "calma" que Berlage almejava quando escolhia o românico de fato, já profetizava a supressão do ornamento.

Antoni Gaudí (1852-1926)

Foi o arquiteto espanhol que transmitiu a organicidade do Art Nouveau para a própria estrutura da edificação. É extremamente original: o movimento das suas curvas impõe em suas obras uma força inesgotável. Representou a explosão do individualismo, a ênvase do artesanato em detrimento da indústria, o gosto pelo material que produz efeito, apontando para o futuro, para o anti-historicismo e a valorização narcisista da criação artística. Algumas de suas obras mais famosas são as casas Batló e Milá, e a igreja da Sagrada Família.

Otto Wagner (1841-1918)

Justamente quando foi nomeado professor da Academia de Viena em 1894, este austríaco entusiasmou os jovens arquitetos com o livro Arquitetura Moderna, no qual proclamava o realismo baseado na técnica e na exibição do material empregados na arquitetura, cuja finalidade deveria ser antes o gosto do público do que o do projetista. Wagner ficou isolado em suas tendências e qualificado pelos austríacos como sequaz do modernismo francês. Entretanto, soube acrescentar à ideia francesa de desvelar os materiais uma nova função à parede: ser simples superfície plana. Com efeito, em sua Caixa Econômica de Viena (1904-1909), acentua sua capacidade de dar unidade estética à edificação e à sua estrutura aparente.

Rennie Mackintosh (1868-1928)

Arquiteto e designer escocês, construiu a Glasgow School of Arts (1907-1909), de motivo inglês, composição livre e assimétrica, com elementos barrocos e ferro trabalhado de forma delicada e retilínea. Aproxima-se mais da sobriedade moderna.
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