19 de abr de 2010

Fluxo midiático: duas formas de encarar e cinco de surfar

Difícil explicar como me embrenhei nesse mato das redes sociais, feeds e adjacências. Útil contar as experiências adquiridas. Pedagógico compartilhar as preocupações.

Dois princípios de atuação

1. Onipresença virtual: parti do pressuposto de que o mais importante é que encontrem você com facilidade. A menos que você queira se esconder ou goste de publicar coisas comprometedoras (CPF, hora que vai no banco, etc.). Nesse sentido, qual seria o problema em ter conta em vários serviços, mesmo que não os utilize? São gratuitos e a maioria avisa as interações por e-mail. Tenho amigos que só usam Orkut (que eu desgosto e não mexo) e outros que só usam Facebook (que aprendi a gostar). Alguns desses amigos não respondem a e-mails. Além disso, garanto dessa forma a exclusividade do meu apelido (que tenho a sorte de que seja curto e original: @narajr).

2. Convergência digital: isso me deu um certo trabalho para montar, mas a integração das principais redes me permite concentrar a produção no blog e os insumos nos feeds, vindo o Twitter a ser um intermediário público e o Facebook, um intermediário privado. Assim, compartilho os feeds de que gostei e twitto algumas ideias que escreverei, sem precisar abrir janelas ou gastar muito tempo.

Adoro compartilhar minhas descobertas e aprender das conquistas alheias. Acho que assim me tornei um conector e conheci bastante gente.

Inconvenientes? Os mesmos da vida de um carteiro. Os honestos desconhecem o conteúdo das cartas. Os espertos seduzem as destinatárias dos remetentes.

Esta é uma frustração minha: raras sãos as pessoas com quem é possível manter um diálogo elevado. Quando isso é possível, são mulheres. 95% dos homens são ogros superficiais ou repetidores mudos. Na Internet, é mais fácil conseguir namoradas do que amigos, tornando-me, em seguida, vítima em casa de crime passional.

Cinco formas de não se afogar nas ondas das redes sociais

1. Tenha horário fixo para suas responsabilidades e pendências. Não permita que as redes sociais quebrem os diques.

2. Rechace, delegue ou, na pior das hipóteses, postergue os pequenos favores que lhe peçam: aquele link maneiro, aquela foto perdida, o tal arquivo imprescindível, o artigo fundamental.

3. Pesquise e colha dados (em sites e feeds) em horário fixo e compartimentado, simultaneamente ignorando e-mails, tweets, scraps e assemelhados.

4. Faça uma escala para as marés altas. Nessas horas deixe fluir a reatividade: escreva tweets, responda as mensagens, reencaminhe as novidades. Mas lembre-se: maré não é tsunami.

5. Reduza o controle supérfluo do fluxo. Se feito com frequência, é um trabalho inútil e denota insegurança. Basta ler um relatório automático mensal do seu blog feito pelo Google Analytics ou fazer uma faxina do seu Twitter de vez em quando.
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