14 de fev de 2010

São Valentim


Quando as pessoas jovens iniciam uma nova fase na vida, costumam ouvir de parentes e amigos: “Quem sabe você encontrará neste ano a sua cara-metade”. E assim nasce, por mais que se relute, uma secreta esperança nesse sentido.

Curiosamente, logo se percebe que o verdadeiro amor não parece ser tão fácil de achar nos tempos e ambientes novos de que passamos a fazer parte. Afinal, se não temos tempo para amizades, por que chiar? Se há tanta pressa, por que querer encontrar relacionamentos sólidos? Conclusão: bares & efêmeros, secos & molhados, fast food, drive thru, abordagens sem pretensão.

Mas isso é, de fato, algo satisfatório e valioso?

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Queria entender o que São Valentim, um mártir do ano 270, tem a ver com os namorados. Santo Antônio ainda vá lá, já que defendia o matrimônio contra os cátaros. Mas só de ver como ele dispensou sua noiva antes de se tornar religioso, qualquer menina por aí desistiria de recorrer a ele. Sobrou São Rafael, retratado nesse quadro esquisito do Jan Steen.

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Não aguento mais falar de amor. E por falar em cátaros e coisa e tal, você já leu o que escrevi sobre o trovadorismo?
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