30 de dez de 2009

Ano Novo, Luta Nova


Atitude otimista

Ao fazer nosso balanço de fim de ano e ao dar início ao novo, a palavra de ordem deve ser… OTIMISMO!

Otimismo é saber sonhar. Sonho não é quimera se soubermos onde estamos e aonde queremos chegar. Sonhar põe a cabeça para funcionar e alimenta o entusiasmo. Como batalhar se não idealizamos as conquistas?

Balanço positivo

Aproveitemos a tranquilidade desses dias para fazer um balanço e para planejar o novo ano. Os balanços prosperam nessas datas, mas o problema é que muitas vezes se apresentam como listas de frustrações: coisas que deram errado, esforços eludidos por circunstâncias imprevistas, fracassos.

Copio palavras de Contardo Calligaris para dizer que recitar o rosário dos próprios fracassos — “tristosos, obscuros, dolorosos e humilhosos” — é como misturar algumas escolhas infelizes, um pouco de azar e certa timidez em perseguir os desejos: os ingredientes banais de todas as vidas.

Por outro lado, não seria bom ter um catálogo dos desacertos? Afinal, com ele à mão, pode ser mais fácil inventar um futuro que corrija o passado. — Faz sentido, mas não é o que acontece: a gente costuma transformar a lista de frustrações em cantilena, não de emendas e projetos, mas de acusações:

• “Não escrevi o grande romance brasileiro do século porque não me davam tempo para respirar!”

• “Deixei de fazer tal especialização porque dediquei todo meu tempo a servir você!”

• “Não fui para a Europa porque quem ia ficar tomando conta de casa?”

O incrível é que, em vez de suscitar o riso, esse tipo de frase solidifica o ressentimento. O perigo consiste em pôr em dúvida a única opção que vale a pena: amar. Um homem bem casado, mas que pendurava nas costas da esposa a frustração de sua inoperância, dizia: “eu não estou dormindo com o inimigo, mas com minha própria derrota”.

É que, na hora de fazer as contas, só lhe importava o sacrifício imposto à sua liberdade absoluta e triste — e que também seria a nossa, se pudéssemos viver sem concessões, isto é, sem fazer caso a nenhum semelhante.

Convenhamos: a série das perdas pode ser longa, mas por que será que, na coluna dos lucros nunca aparece o que ganhamos em troca? Todos somos obcecados por um teimoso ideal de autonomia. Reconhecemos como lucro apenas o que corresponde a nossos anseios de “Robinson Crusoé em ilha deserta”.

Propósito para o próximo ano: festejar não só os êxitos de nossas aspirações mais solitárias. Contabilizar como lucro as mudanças impostas pela vida.

Começar e recomeçar

Deus é luz. Sem exame de consciência andamos na escuridão. Também vale a pena fazer um balanço em que nós sejamos os réus. Prestemos contas agora:

• Alimentei ilusões acerca dos outros? Fui falso? Enganei as pessoas? Utilizei-as para meus interesses?

• Que pendências deixei acumular por preguiça? Quais foram minhas omissões? Quais foram meus atrasos mais danosos?

Arrepender-se é oferecer a Deus e aos outros uma personalidade renovada. É reaprender a amar, assim como voltar a receber perdão.

Planejamento

A música Infinita Hawaii faz eco de uma mentalidade bastante disseminada: “é inútil ter certeza e saber para onde vamos, só precisamos ir sem motivo nem objetivo”.

Essa irreflexão manifesta-se em embriagar-se das coisas para esquecer os próprios erros, em procurar sempre novas experiências para afogar as frustrações.

Paradoxalmente, diante dos erros alheios, torna-se fácil criticar, condenar com facilidade, sem ter a hombridade de corrigir na cara.

Ao abster-se de enfrentar com a verdade, cai-se logo na superficialidade, na vida massificada, no caráter indiferenciado, em ser apenas mais um da multidão.

Portanto, é muito bom planejar o ano com a firme determinação de aproveitar o tempo, de gastar-se pelos demais, de crescer humanamente, de olhar a verdade de frente.

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