25 de set de 2009

Análise pseudo-hegeliana do PT

1. Formação inicial do PT


TESE. Sindicalismo emergente no ABC paulista, que resistiu a participar de um partido, pois se pretendia corporativista e essencialmente antipolítico.

ANTÍTESE. Setores progressistas da Igreja Católica, reunidos nas chamadas Comunidades Eclesiais de Base.

SÍNTESE. Egressos da luta armada ou das tendências que haviam rompido, pela esquerda, com o PCB, todas refratárias à democracia “burguesa”.

• A ideia conjunta seria tolerar a democracia para depois superá‑la.

2. Negação das mediações


TESE. Contra as mediações conceituais que justificam o trabalho e a existência dos intelectuais.

ANTÍTESE. Contra a mediação didática que pressupõe a existência de dois polos: emissor (professor) e receptor (aluno).

SÍNTESE. Contra a mediação político‑representativa, que justifica a existência de instituições democráticas, partidos e políticos, repousados no princípio da soberania popular.

• O conhecimento viria da imersão na experiência, cujo saber não se ensina, apenas se pode testemunhar. Daí que a única pedagogia não-autoritária seria a troca. Daí que a farsa burguesa da democracia representativa devesse ser substituída pela mobilização popular.

3. Metafísica da convicção


TESE. Anti-intelectualismo e glorificação da vontade.

ANTÍTESE. Retórica do sentimento.

SÍNTESE. Capitulação, destino de todo dogmatismo.

• A hipertrofia da ética da convicção suplanta a ética da responsabilidade.

*****

Política exige pensamento, educação e apreço pelas instituições democráticas.

Ética de ocasião, utilitarismo e o lema “os fins justificam os meios” não são exclusividade do PT. Mas como o partido não iria cair nessa agenda com uma formação originária tal qual a acima descrita?
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