18 de ago de 2009

Sempre é possível escrever mais, escrever melhor

Revise regularmente seu itinerário criador
1) Detecte e redescubra as experiências e momentos que foram inspiradores.
2) Escreva as perguntas que você se fez, não fez e poderia ter feito melhor nessas ocasiões.
3) Assinale cada momento de resistência, reconheça como você se sentia, identifique os passos que você deu para superar o transe.
[PONHA ESTE EXAME POR ESCRITO]
4) Releia o exame que você tenha feito anteriormente. Alguns padrões de comportamento saltarão à vista…

Não escreva para aparecer, mas para servir
Seja um servidor da alegria, da verdade, do realismo. Fuja dos pessimistas, fakes e covardes. Impugne os que dizem estar tudo bem quando as coisas vão mal, os que veem o mundo pelas lentes distorcidas dos seus preconceitos, os que apontam a evasão como solução.

Cutuque com suas perguntas. Seja questionador. Não deixe os leitores sossegados na sua modorra.

Escreva coisas soltas para depois juntá-las e melhorá-las
As ideias nunca chegam no papel da forma que saem da cabeça. Bloqueio de escrita é bloqueio mental. O problema não é a comida, é o comensal. Escrever torna tudo melhor e mais fácil, ajuda a criar sentido, a entender o que nos ocorre e a fazer acontecer.

Escreva sobre:
1) O que você sabe.
2) Suas experiências.
3) Aquilo em que você mergulhou de cabeça.
4) O que o apaixona.
5) Sua obsessão.

Incremente indefinidamente: o que essa ideia torna possível? Um novo capítulo? Outro artigo? Uma postagem, um tweet? Toda uma linha de pensamento? Uma filosofia? (…pretensioso!)
Uma nova área de estudo? novos leitores? Um livro? Uma série?

Embale para presente
Sentido, concretude e imediatez são embrulho, durex e lacinho. Falar de sexo dos anjos ou de uma forma pedante pode nos desmerecer a atenção dos demais.

Contudo, as palavras conservam sua semântica. E nem todos são tapados. Por isso, prefiro: adejar a revoar; imarcescível a imperecível; coadunar a adaptar. Estilo, classe, domínio do idioma.

Dê um toque pessoal no que escreve: é o cartão que acompanha o presente. O que não significa escrever em primeira pessoa necessariamente. Muita isenção faz de você um robô. E com robô não se conversa!

Seja um catalizador
Dissertação, tese e obra de arte não se terminam, abandonam-se por decurso de prazo. Logo, fale muito sem querer limar até à últimíssima aresta. Assim fica espaço para o leitor trabalhar com o amontoado de ideias. Também há arte em amontoar. Faça um castelo de cartas em vez de um saco de gatos.

Diga o que todo mundo já pensa, embora melhor do que pensam que inda melhor do que verbalizariam:
1) Resuma: CONCISÃO.
2) Democratize: ESTABELEÇA OS PRINCÍPIOS.
3) Vivifique: DÊ FORÇA.
4) Personalize: PONHA TOQUE ÚNICO.
5) Harmonize: CRIE SLOGAN.
6) Facilite: TORNE PALATÁVEL E REPETÍVEL.
7) Simplifique: NÃO ERUDIÇÃO, MAS SABEDORIA.

Sou o gênio da lâmpada: faça 3 pedidos!
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