17 de ago de 2009

Quatro técnicas da arte de escrever, desde as letras ao impacto, passando pelas ideias

Evite:
1) Infinitos gerúndios no lugar dos infinitivos.

2) Maquiagem à base de advérbios.

3) Erros de concordância verbal e nominal no uso do pronome de tratamento você. O pronome oblíquo LHE só se usa com verbos transitivos indiretos!

Prefira:
1) Frases curtas, de poucas orações. Que possam ser lidas numa respirada: uma unidade falada.

2) Repitir ideias, não palavras. Mas repita as ideias de forma criativa. Não basta usar sinônimos. Justaponha, acumule, surpreenda. Assim as frases ficam e são lembradas.

3) CONCISÃO.

4) Usar de no lugar de que. Isso mesmo: troque TODOS os que você conseguir por de. Vá por mim, soa muito melhor!).

Ouse:
1) Rompa os esquemas e namore a ambiguidade, o paradoxo, as alusões fora de contexto, o pensamento caótico.

2) Seja esperto. Seja penetrante. Seja perigoso. Seja provocativo. Seja instigante.

3) Estraçalhe o que é confortável. Incomode. Cause distúrbios. Custe caro. Custe ouro.

Lembre-se:
1) Tudo é massa para o pão: qualquer coisa merece ser escrita. Aprenda a olhar à sua volta.

2) Palavras: delir nunca, usar às vezes, colecionar sempre. Pense com o papel e a caneta, não com a borracha e a lixeira. Reaproveite, requente, recicle.

3) Escreva diariamente, nem que seja uma linha. Ponha na agenda, fixe na grade horária.


Uma pergunta que me fazem com frequência é como ter assunto para escrever habitualmente, sem mesmice. Que resposta você daria?

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