10 de ago de 2009

Amor cortês


Elegância, refinamento, polidez

A Provença dos séculos XI a XIII viveu o surgimento e o desenvolvimento de uma nova forma a vida social. Em torno à mulher, criou-se um sentimento moral de base aristocrática: a cortesia.

Cortesia é uma das qualidades da galanteria. Tais são as virtudes que dela dependem: mesura, jovialidade, liberalidade, consolação, júbilo.

Opõe-se-lhe a vilania, que traz consigo os seguintes vícios: culpa, orgulho, loucura, aborrecimento.

Culto à mulher

A cortesia tornou-se, então, a religião dos trovadores, uma arte preceptiva e erótica, um código amoroso, uma vassalagem do coração.

Nas próximas postagens, falarei da origem e dos cânones da cortesia. Por hora, vejamos apenas os quatro tipos de apaixonados:

1) Fenhedor (provençal): tímido aspirante, sem coragem de se declarar, que se consome em suspiros.

2) Precador (provençal): relata à dama suas penas amorosas.

3) Entendedor (provençal e galego): amigo, namorado.

4) Drudo (galego): iniciado, amante, com direito ao galardão (mas isso só aparece em cantigas medievais de escárnio e mal dizer).

Responda-me, curto, direto, e no ponto: você vive a cortesia?
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