17 de fev de 2012

Vida inteligente antes de Kant

Um amigo meu, professor de direito, contou-me como sentiu-se mal num debate de que participou na UniRio. Um dos debatedores — cujas ideias eram inconsistentes, ligeiras, imorais e pouco inovadoras —, a fim de desmoralizar meu amigo, acusou-o de ser kantiano.

A questão é que meu amigo não é nada kantiano. Ele simplesmente defende as virtudes.

Uma possível conclusão é que, por incrível que pareça, há quem pense nunca ter havido filosofia antes de Kant. Mas será possível que as pessoas só entendam as virtudes em termos de imperativos categóricos?

Virtude não é dever, é liberdade. Por isso, moral é a arte de viver.

Mas há quem pense que moral é viver sem arte. E que arte é ser imoral. De fato, (pouco) antes de Kant existiu o Marquês de Sade.

Quando o curador é o diabo, meu caro, a entrada pode ser gratuita, mas a saída…
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