26 de dez de 2011

Deus e o sexo


O sexo, descontraído e sedutor, quis saber se a submissão da mulher ao homem fora uma maldição paradisíaca ou, na verdade, um decreto divino.

Afinal, os decretos foram feitos para serem desobedecidos e a presença subversiva de mulheres como Míriam, Débora, Jael, Raab, Rute, Abigail, Abisag, Ester, etc. parecia contradizer a tese feminista de que a Bíblia fosse um panfleto machista. Logo, a dúvida era pertinente.

Deus não respondeu, mas lhe perguntou quais tinham sido as “conquistas” do feminismo e de outras ideologias semelhantes. O sexo respondeu citando — a par da igualdade de direitos civis com os homens e outros avanços políticos — o aborto, a contracepção, o divórcio, o adultério, a fornicação, a prostituição e o homossexualismo.

Então Deus perguntou ao sexo se, por causa disso, ele achava a Bíblia distante, anacrônica e alienada com relação à modernidade. Com efeito, é um livro proveniente de um longínquo país da Antiguidade.

O sexo gostou da pergunta, pois percebeu a malandragem, e retrucou: “Ora, essas coisas não são um problema bíblico. São um problema mundano”.

Então Deus concordou, afirmando que, de fato, a Bíblia apenas traz uma Palavra iluminadora acerca desses mesmos temas que também aparecem nas Escrituras: aborto, contracepção, divórcio, adultério, fornicação, prostituição e homossexualismo.

E o sexo ficou mais confuso do que no começo. Nos dois sentidos.
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